terça-feira, 30 de outubro de 2012

SGBiofuels ​​confirma o desempenho superior de seus híbridos de pinhão-manso


SGB ​​confirma o desempenho superior de seus híbridos de pinhão-manso após testes de campo em variadas condições agroclimáticas ao redor do mundo
SAN DIEGO, Califórnia, 30 de outubro de 2012 - A SG Biofuels, Inc. (SGB), uma empresa que fornece soluções em culturas bioenergéticas de alto desempenho para os mercados dos biocombustíveis derivados da biomassa, afirma ter expandindo suas áreas mundiais de teste para observação do desempenho de seus híbridos de pinhão-manso, submentidos a diferentes condições agroclimáticas em 15 locais diferentes com a inclusão de oito novas variedades nos seus JMax Knowledge Centers™ localizados na Guatemala, no Brasil e na Índia.
Através de sua rede de teste dinâmica, a SGB continua demonstrando o desempenho superior de seus híbridos de pinhão-manso, em comparação com variedades comerciais. Esses testes são realizados em várias geografias e os parâmetros avaliados são: o vigor da planta, sua saúde, a consistência da florada, a tolerância ao estresse e o rendimento. Validando sua capacidade de produção de óleo bruto de pinhão-manso a um custo abaixo USD$ 99,00 por barril, ao longo do desenvolvimento da planta.
Apoiada pelo ótimo desempenho de seus híbrido, desenvolvidos nos JMax Knowledge Centers™, a empresa constatou uma acentuada expansão na sua plataforma multi-setorial que visa viabilizar a implantação de projetos produtivos de pinhão-manso que supere os desafios econômicos e agronômicos do passado (experiências anteriores) com o cultivo dessa oleaginosa não-alimentar. Na expectativa de forte demanda por semente, a empresa também continua a expandir sua unidade de produção localizada na Guatemala.
"O desempenho dos nossos híbridos em diferentes regiões geografias não só valida a força de nossa genética, mas também a nossa capacidade de implantar projetos de culturas rentáveis ​​de energia ao redor do mundo", disse Kirk Haney, presidente e diretor executivo. "Através da nossa rede JMax Knowledge Centers™, estamos observando o desempenho de nossos híbridos de pinhão-manso e estabelecendo as melhores práticas agronômicas e de cultivo confirmando nossa capacidade de implantar cultivos desses híbridos em escala comercial."
Os ensaios adicionais incluem quatro locais na Índia, três no Brasil e um na Guatemala e são extensões de centros de pesquisa da empresa em cada país além dos existentes em sua sede corporativa em San Diego, Califórnia.
Os JMax Knowledge Centers™ são ensaios que adotam sofisticadas ferramentas de gerenciamento por meio do desenho experimental e análise estatística que permite avaliar centenas de híbridos cultivados em condições ambientais e agronômicas diversas. Os centros servem também como salas ao ar livre onde agrônomos e equipes técnicas da SGB realizam treinamento prático e teórico e visitas de campo para clientes e produtores com o objetivo de capacitá-los na condução dos cultivos e recomendá-los sobre as práticas agronômicas que vão alcançar o melhor desempenho de seus híbridos de pinhão-manso para a implementação de cultivos comerciais. Os ​​híbridos da SGB foram desenvolvidos ao longo de cinco anos de pesquisa. Seu desenvolvimento se deu a partir de uma biblioteca de germoplasma diversificada, incluindo mais de 12.000 genótipos únicos.
"Os nossos JMax Knowledge Centers™ nos permitem interagir com clientes na fase de desenvolvimento do produto, garantindo alinhamento com as necessidades específicas de seus projetos", disse Miguel Motta, diretor de operações. "Novos centros estão sendo implantados, pois enxergamos interesse crescente de clientes que querem implantar grandes projetos de cultivo comerciais no Brasil e na Índia."
No Brasil um centro foi implantado em parceria com a JETBIO, líder de uma iniciativa de várias empresas interessadas, incluindo Airbus, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Bioventures Brasil, Rio Pardo Bioenergia, Air BP e TAM Linhas Aéreas. A SGB ​​está trabalhando com Bioventures Brasil, num programa de desenvolvimento de biocombustível associado ao cultivo comercial de pinhão-manso na região Centro-Oeste do Brasil com a finalidade de produzir biojet (biocombustível de aviação).
"Desenvolver o melhor material híbrido da coleção SGB e estabelecer as melhores práticas agronômicas são os alicerces para o nosso projeto", disse Rafael Abud, sócio-gerente da JETBIO. "À medida que utilizamos o melhor material híbrido e a experiência operacional da SGB e nosso projeto ganha dimensão, aumentam as probabilidades de sucesso."

domingo, 28 de outubro de 2012

Polo do Pinhão-manso no Espírito Santo



O Espirito Santo foi o primeiro estado brasileiro a criar oficialmente um programa de apoio ao pinhão-manso. Em 2011, instituiu o Polo de Pinhão-manso com objetivo de dar sustentabilidade ao programa de pesquisa e produção de culturas oleaginosas potenciais para atender o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Além disso, pretende viabilizar a produção de grãos, organizar as políticas públicas e esforços privados e promover a diversificação agrícola, gerando emprego e renda no campo e na cidade, explica o pesquisador do Incaper Márcio Adonis. 
A previsão é que, até 2014, sejam implantados 13 mil hectares com a cultura em 30 municípios onde será produzida matéria-prima para alimentar uma usina de biodiesel. Existe uma parceria entre o Incaper, Instituto Federal de Educação do Espirito Santo (IFES), a Embrapa e o Nòvabra na validação de tecnologias e genótipos adaptados com a cultura para o Estado. 
A Nòvabra, empresa de origem italiana, encontra-se em fase de instalação em Colatina, na região central do Estado, e já está incentivando o plantio de pinhão-manso, com o fornecimento de sementes e assistência técnica para uma ampla rede de produtores integrados. A estimativa é de que a área de produtores assistidos por essa empresa alcance cerca de 11.000 ha em 2014, o que viabilizará o funcionamento da usina de biodiesel. 
Os eventos são promovidos pela Embrapa Algodão, EmbrapaAgroenergia e Incaper com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Banco do Nordeste, Fundaçao de Apoio a Pesquisa do Espirito Santo, Senar e Petrobrás Biocombustível. Mais informações sobre os eventos no site www.cbmamona.com.br . 

Pinhão-manso alcança até 9 toneladas de grão por hectare: segundo Embrapa


Caros leitores, reproduzimos o artigo publicado em julho/2012 pela EMBRAPA pelo valioso conteúdo das informações.
Domínio tecnológico, escala de produção e logística de transporte e utilização são as três condições básicas para que uma cultura se torne matéria-prima para a produção de biodiesel. 
Com essas palavras, o pesquisador da Embrapa Agroenergia Bruno Laviola iniciou as discussões sobre o pinhão-manso no I Fórum Capixaba de Pinhão-manso, que aconteceu ontem, 17 de julho, em Guarapari/ES, em paralelo ao V Congresso Brasileiro de Mamona e o II Simpósio Internacional de Culturas Oleaginosas. 
Com relação ao domínio tecnológico, Laviola apresentou o estágio de desenvolvimento das ações do Projeto Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Pinhão-manso para Produção de Biodiesel – BRJATROPHA - coordenado pela Embrapa Agroenergia, com a participação de 16 unidades da Empresa, cinco universidades e uma empresa estadual de pesquisa, além do apoio da Finep. 
O pesquisador destacou as ações de melhoramento genético, desenvolvimento de sistema de produção, introdução de materiais genéticos de outros países, métodos biotecnológicos para avaliação das diferenças entre os diversos materiais existente no banco de germoplasma (BAG) e os trabalhos para aproveitamento da torta para alimentação animal. 
Laviola mostrou que, apesar haver pouca variabilidade genética nos acessos do BAG, os resultados obtidos nas avaliações anuais demonstram potencial com a produção de grãos variando de 4.000 a 9.000 Kg/ha, e de óleo de 1.500 a 3.500 Kg óleo/ha. 
“Os experimentos conduzidos nas diferentes regiões brasileiras estão permitindo reunir informações para definir os sistemas de produção mais adequados. Esperamos que este trabalho esteja concluído até 2015”, diz Laviola. Estas informações irão dar subsídios aos governos e à iniciativa privada na implantação das lavouras e das unidades produtivas. 
Em relação à logística, Laviola comentou que “diversos plantios de pinhão-manso foram abandonados por terem sido implantados em regiões onde não havia fábricas de biodiesel, o que inviabilizou a utilização da matéria-prima”. 
Destoxificação da torta 
Quanto ao aproveitamento dos subprodutos do pinhão-manso para alimentação animal, estão em desenvolvimento pesquisas para destoxificar a torta resultante do processo de extração, que apresenta substâncias tóxicas, entre elas a curcina e os ésteres de forbol, e outras que provocam alergia, como as albuminas 2S. 
A pesquisadora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) Olga Machado diz que os trabalhos iniciaram-se, em 2010, com isolamento da toxina e dos alérgenos. “O uso da torta na alimentação animal e o manuseio seguro da mesma são dependentes de processos de inativação dessas substâncias”, enfatiza a pesquisadora. Para validar estes processos é necessário que existam métodos seguros e sensíveis. “Já desenvolvemos um método biológico para detectar a atividade da curcina e a resposta provocada pelos alérgenos. Os testes são feitos utilizando cultura de células”, explica. 
“Agora que já descobrimos as substâncias que provocam alergia estamos trabalhando para entender os mecanismos de ação desses compostos e no futuro desenvolver cultivares que não causem alergia”, reforça Olga Machado. 
Fonte: Embrapa Agroenergia 
Agroenergia: focando em soluções - da biomassa à energia 
Internet: www.cnpae.embrapa.br 

Estudo indica que pinhão-manso pode recuperar áreas degradadas

Foto: tonrulkens / Creative Commons
Plantações com mais de 4 anos de cultivo sequestram 1.450 quilos de CO² por ano através da queda de folhas, poda de galhos e de resíduos depois da extração do óleo, diz o estudo.
O cultivo em grande escala de pinhão-manso – cultura que fez fama como fonte potencial para o biodiesel– pode melhorar a qualidade de solos degradados e ajudar a impedir a mudança do clima, diz um novo estudo realizado por pesquisadores da Índia.
Cientistas do Instituto Internacional de Pesquisa de Colheitas nos Trópicos Semiáridos, em Hiderabad (Índia), descobriram que estas plantações podem sequestrar carbono em quantidades abundantes. As descobertas foram relatadas na edição de outubro da publicação científica Agriculture, Ecosystems and Environment.
Os cientistas do Instituto, liderados por Suhas Wani, estudaram plantações de pinhão-manso em seis locais diferentes na Índia e mediram a quantidade de CO2 que elas removiam da atmosfera. Nas plantações com mais de quatro anos, cada hectare plantado captura até 1.450 quilos de carbono orgânico por ano através da queda de folhas, da poda de galhos e do resíduos da extração do óleo, diz o estudo. Além disso, a atividade das raízes das plantas aumenta a quantidade de carbono orgânico presente no solo ao encorajavam o crescimento da população de micróbios no solo – um importante indicador da saúde de terras agrícolas.
A disponibilidade de nutrientes na terra também melhorou por meio da reciclagem da biomassa que cai de volta ao solo. Os níveis de nitrogênio aumentaram em 85 quilos por hectare, os de potássio em 44 quilos e os de fósforo em 8 quilos.
Experiências anteriores mostraram que o cultivo comercial de pinhão-manso enfrenta muitos problemas, incluindo a não disponibilidade de sementes de qualidade e a necessidade de insumos como irrigação e fertilizantes.
Segundo Wani, o nível de produtividade atual dos cultivos de pinhão-manso – entre 1 e 1,5 tonelada de óleo por hectare cultivado – não tornam o plantio em escala comercial para a produção de biodiesel economicamente viável. Mas a planta ainda poderia ser aproveitada em processos de restauração de áreas degradadas. “Nossa ênfase é na redução das áreas degradas e dos problemas que elas provocam como erosão, assoreamento e redução dos lençóis freáticos. Se pudermos reabilitar essas terras, poderemos aumentar o sequestro de carbono e a fertilidade dos solos”, disse Wani.
Outro dos responsáveis pelo estudo, o professor associado da Universidade Agrícola Jawaharlal Nehru, Viajay Gour, diz que o entusiasmo em relação ao potencial comercial do pinhão-manso levou diversas empresas a investirem no cultivo de larga escala sem o devido planejamento e, consequentemente, à frustração das expectativas. Contudo, melhorias na genética das cultivares e mais estudos nas técnicas de plantio, podem tornar a espécie uma fonte viável de óleo vegetal para a indústria de biocombustíveis.

Jatropower pesquisa “variedade” de pinhão-manso não tóxico destinadas a produção de ração animal






A empresa suíça Jatropower AG divulgou recentemente seus resultados preliminares sobre testes em campo de um acesso de pinhão-manso não tóxico.  Segundo a empresa o rendimento em óleo por hectare desse não-tóxica é comparável e até superior às tóxicas.
A Jatropower está focada em agregar valor aos subprodutos da produção de óleo de pinhão-manso com vista a melhorar a viabilidade da atividade para os agricultores, maximizando a renda.
Pesquisadores da empresa identificaram que a torta do pinhão-manso (subproduto da extração de óleo do grão) dessa “variedade” tem potencial para se transformar em insumo para a ração animal com alto valor de mercado.
As sementes desta “variedade” não-tóxica, segundo a Jatropower, não apresenta o ésteres de forbol, e, consequentemente, sua farinha pode ser incluídas no preparo de ração para animais, após passar por tratamento térmico convencional semelhante ao que é feito para a soja.
As observações preliminares de um teste de campo indicaram que a procedência não-tóxica apresentou produtividade em grão e rendimento em teor de óleo semelhante ou até superior às “variedades” tóxicas de pinhão-manso.
A conclusão que esses pesquisadores da Jatropower chegaram é que, com os avanços em melhoramento genético, também aplicado às “variedades” não-tóxicas, os cultivos usando essas variedades de elite terão potencial para tornar ainda mais atrativo a atividade do pinhão-manso.
Notas do autor do blog Pinhão Manso News:
Nada mais óbvio, inclusive essa mesma conclusão já vem sendo amplamente divulgada por outros institutos de pesquisa (Embrapa, SGB, JOil, entre outros).
Outras informações sobre o mesmo assunto: www.jatropower.ch

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

JOil anuncia produção de 1 milhão de mudas clone de pinhão-manso de alto rendimento para comercialização


JOil anuncia produção de 1 milhão de mudas clone de pinhão-manso de alto rendimento para comercialização, desenvolvidas em laboratório através da tecnologia de cultura de tecido
A JOil Pte. Ltd, Cingapura, anunciou um contrato com a indiana KF Bioplants(1)  para produção de plantas transgênicas de pinhão-manso. No contrato a  Bioplants encarrega-se de produzir e entregar inicialmente um milhão de clones derivados de linhagens de elite de pinhão-manso com tecnologia desenvolvida pela JOil. A linhagem de elite foi desenvolvida a partir do cruzamento genético da própria coleção de germoplasma da JOil. Essa linhagem de pinhão-manso foi desenvolvida em parceria com a Temasek Life Sciences Laboratory. Essa parceria resultou no desenvolvimento de um protocolo de produção de clones por meio da cultura de tecidos.
Este protocolo foi testado, com sucesso, em pequena escala pela KF Bioplants e em outras empresas internacionais que trabalham com cultura de tecidos. Este novo projeto pioneiro culminará na primeira produção comercial de pinhão-manso utilizando tecnologia de cultura de tecidos.
(1) KF Bioplants é a primeira empresa da Índia a empregar alta tecnologia em culturas de tecidos vegetais. A Companhia foi criada através de uma joint venture entre Kumar Gen Tech & Companhia Cultura de Tecidos (KGTC) e Florista de Kwakel BV, na Holanda.
Fonte consultada: site futureenergyevents 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ONG questiona modelo de projeto de cultivo de pinhão-manso na Indonésia


A ONG Amigos da Terra da Indonésia - Walli em parceria com a Amigos da Terra da Holanda – Milieudefensie, elaboraram um relatório sobre o projeto de cultivo de pinhão-manso desenvolvido pela PT Waterland International em parceria com pequenos agricultores locais no distrito de Gobrogan, Java Central na Indonésia.
O destaque do relatório vai para os baixos preços pagos aos pequenos agricultores pela produção de pinhão-manso comprometendo a sustentabilidade do projeto no seu pilar social e econômico.
Recentemente publicado, fev/2012, o relatório intitulado "O bioquerosene: decolagem na direçãoerrada" descreve as consequências sociais e ecológicas do cultivo de pinhão-manso no distrito Gobrogan. 
O relatório descreve que pequenos agricultores do distrito de Gobroban  cultivaram pinhão-manso e comercializaram sua produção para a empresa indonésia PT Waterland International, parceira da australiana Jatenergy Limited. O grão de pinhão-manso foi processado pela  PT Jatoil Waterland (joint venture entre Jatenergy e PT Waterland). O óleo extraído foi comercializado para a Lufthansa através da empresa finlandesa Neste Oil. O bioquerosene gerado foi utilizado para vôos de teste entre Hamburgo e Frankfurt.
O relatório afirma que a população do distrito Gobrogan sofreu efeitos adversos em relação à comercialização da produção de pinhão-manso para a Lufthansa. 
Segundo a Walli o modelo de projeto de cultivo de pinhão-manso desenvolvido pelos agricultores de Gogroban nessa parceria com a PT Waterland  competiu com culturas alimentares, como o milho. Os agricultores também perderam em renda em função dos baixos preços praticados na compra da produção de pinhão-manso.
O referido relatório também questiona a redução das emissões de CO² com a substituição do querosene fóssil pelo bioquerosene.
Primeiros resultados do relatório
As pressões desse relatório sobre a Lufthansa levou a empresa firmar compromisso com a Wileudefensie de não mais fazer negócios com a Waterland, segundo artigo divulgado pela Airportwatch em 24/10/2012.