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domingo, 25 de novembro de 2012

Pequenos agricultores articulam a criação do Polo de Pinhão-manso do Estado do Pará


Um grupo de agricultores familiares localizados nas Regiões de Tucuruí e Altamira, no Pará, articula a criação de uma associação de produtores e o polo paraense do pinhão-manso
Pequenos agricultores localizados nas regiões de Tucuruí e Altamira, Estado do Pará, que no passado cultivaram pinhão-manso silvestre e alcançaram lucratividade insatisfatória por causa principalmente dos baixos índices de produtividade e baixos preços de mercado voltam a se reanimarem com a atividade.
Esse novo ânimo se deve ao anúncio do potencial produtivo dos novos híbridos de pinhão-manso com alto rendimento e alta nos preços dos grãos pagos, sobretudo, no mercado internacional.
Carentes de alternativas de trabalho e renda com dificuldades de associarem-se para desenvolvimento de atividades produtivas comuns, enfrentando problemas diversos como: baixa escala e dificuldade de escoamento da produção; distantes dos grandes centros consumidores de produtos tradicionais e sem garantias de compra de seus produtos; práticas agrícolas ultrapassadas e agressivas aos recursos naturais (solo e hídricos); distantes das novas técnicas eficientes de produção agrícola; aliado à dificuldade de acesso e os altos custos dos insumos, dificuldade de créditos para recuperação das áreas degradadas, entre outros fatores, esses pequenos agricultores, se veem forçados a abandonarem o campo.
Entretanto, como esses agricultores já experimentaram, no passado, a atividade de cultivo do pinhão-manso e sentiram certa facilidade no manejo; animados com os bons preços de mercado; diante das perspectivas de aumento da lucratividade com as variedades elite de pinhão-manso e a revolução das técnicas de tratos culturais de baixo custo; aliado a crescente e gigantesca demanda mundial por matéria-prima para a produção dos biocombustíveis e geração de energia renovável anunciado para os próximos 10 anos; e o interesse de grandes empresas internacionais interessadas em firmar contrato de longo prazo garantindo a compra da produção: reacende a esperança e renova interesse desses agricultores pela atividade.
Outros fatores que estão pesando favoravelmente ao pinhão-manso, na análise desses agricultores, são: as ótimas condições agroclimáticas que fazem da região de Altamira e Tucuruí um dos melhores lugares do planeta para se alcançar boa produtividade com a atividade – no passado houve áreas que produziram até 5,09 toneladas de grão por hectare, em 8 meses de colheita; sua localização estratégica em relação ao mercado internacional – onde se alcança os melhores preços; e a redução do frete com o emprego do modal hidroviário para o escoamento interno e externo da produção.
Outro atrativo favorável ao pinhão-manso é a possibilidade de concentrar, em locais próximos, grandes áreas de cultivo (escala de produção) e o emprego de técnicas mais avançadas de manejo da cultura; o que estão sendo percebido por esses agricultores como meios de fortalecer o associativismo e reduzir os custos de produção, inclusive, com a compra coletiva de insumos.
Todos esses fatores associados vão favorecer o aumento da lucratividade e rentabilidade para a atividade de cultivo do pinhão-manso: na opinião desses pequenos agricultores.
A característica do pinhão-manso de permitir o consórcio com culturas alimentares sazonais e criação de pequenos animais reduzem os impactos sobre a cadeia de suprimento alimentar na agricultura familiar, além do desenvolvimento dessa atividade não concorrer com as já existentes nessas pequenas propriedades.
Segundo levantamento realizado por esses mesmos agricultores, junto a órgãos competentes, atualmente as duas regiões juntas poderiam disponibilizar mais de 150.000 hectares para um projeto dessa natureza (considerando somente 5 hectares por pequena propriedade rural).
Ao desenvolvimento do projeto agrega-se vantagem adicional (característica da planta pinhão-manso) de enriquecimento do solo e retorno à propriedade e/ou áreas de cultivo da torta do pinhão-manso como biofertilizante natural: minimizando os custos de produção; maximizando os lucros; e abrindo caminho para desenvolvimento da agricultura orgânica nas pequenas propriedades rurais.
Os pequenos agricultores das regiões de abrangência do projeto entendem que a associação desses fatores contribuirá para aumentar as fontes de renda, os lucros, e, consequentemente, agregará valor à qualidade de vida e dinamizará a economia regional.
Assim sendo, esses mesmos agricultores estão em processo de constituição da primeira associação dos pequenos produtores de pinhão-manso do Estado do Pará; avançam no projeto de implantação do polo paraense do pinhão-manso e já começam a deflagrar convite para empresas multinacionais interessadas em firmar  parceiras e/ou apoiarem essa iniciativa. Contempla também no escopo do projeto a implantação de unidade de processamento de grão e extração de óleo bruto de pinhão-manso, em local estratégico, a fim de atender melhor aos interesses duas regiões e dos parceiros internacionais.  
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Embrapa amplia pesquisa com pinhão manso como alternativa na produção de biodiesel


Cultura produz óleo de qualidade superior ao de soja, mas acidez é desafio aos pesquisadores
Uma planta que, no passado, já foi utilizada até como cerca viva, dividindo propriedades rurais em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, hoje é esperança para produção de biodiesel. O pinhão manso produz um óleo de qualidade superior ao óleo de soja, mas os pesquisadores da Embrapa têm um grande desafio pela frente: diminuir a acidez e chegar a um genótipo que seja comercialmente viável no mercado.
Até ganhar a importância merecida dentro de um laboratório, o pinhão manso foi utilizado para várias finalidades, até como purgante, durante o século 19. Hoje, já é conhecida a qualidade da planta, mas a história ainda está longe de ter um final diferente.
Segundo a pesquisadora Adélia Machado, o pinhão manso apresenta uma característica que é a maturação heterogênea das frutas no mesmo cacho. Por essa razão, segundo ela, um dos desafios dos pesquisadores é encontrar o ponto certo de maturação, para que se alcance um maior potencial da planta em termos de produção de óleo sem que se perca em qualidade. O que parece fácil em outras culturas, é tarefa complicada com os frutos.
É para isso que trabalham os pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro. Achar uma maneira de colher frutos tão heterogêneos sem perder o potencial da planta é a garantia de um óleo com baixa acidez, bom para o biodiesel.
– A parte de pós-colheita do fruto também é importante, o tratamento que é dado à fruta após a colheita, o despolpamento, a secagem das sementes, tudo influencia na qualidade do óleo e, por consequência, no biodiesel – afirma a pesquisadora Adélia Machado.
A pesquisadora Rosemar Antoniassi afirma que o índice de extração de óleo da semente de pinhão manso – entre 30% a 40% – é considerado bastante elevado, o que demonstra grande potencial para utilização na produção de biodiesel.

– A Embrapa já dispõe de genótipo com alto rendimento em óleo e ela está estudando também outros fatores importantes como a alta produtividade da planta por hectare e a resistência a praga também.

No entanto, apesar do alto rendimento, Rosemar alerta para a umidade, que ameaça a qualidade do produto.
– Você tem que fazer uma coleta coletiva deste material, separando os mais maduros dos mais verdes, tem que haver uma separação na hora da colheita, não se pode colher o material verde ou amarelo esverdeado porque ele vai ter umidade elevada.

Notas do mantenedor do blog
Caros leitores, temos chamado a atenção para alguns gargalos no manejo da cultivo do pinhão-manso, dentre eles o controle de pragas e doenças, o ponto de colheita do fruto e a armazenagem devem ser redobrados no estágio atual de domínio do conhecimento sobre a planta. A umidade deve ser controlada, uma vez que o fruto verde apresenta alta umidade e baixo teor de óleo entende-se que a melhor opção é colher frutos maduros. Isso só é possível (no estágio atual) com a colheita manual, ou seja, o que pode ser uma boa alternativa de otimizar a mão de obra na agricultura familiar. A umidade ideal para armazenamento do grão é de 7%.
Já dissemos anteriormente que o ataque do percevejo compromete significativamente o teor de óleo do grão, portanto, esse controle deve ser priorizado. 

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sábado, 3 de novembro de 2012

Mini prensas para extração de óleo e sistema de cultivo do pinhão-manso para desenvolvimento de pequenas comunidades rurais



Prezados leitores, estava pesquisando sobre o potencial do pinhão-manso para o desenvolvimento de pequenas propriedades rurais e nos deparamos com um artigo intitulado Integrated Rural Development by Utilisation of Jatrophacurcas L. as Raw Material and as Renewable Energy, publicado em 2007 pelo pesquisador Dr. Reinhard K. Henning. Este pesquisador é chamado de o Pai do Sistema Jatropha.
Transcreveremos a seguir trechos deste artigo que poderá servir de base para o aperfeiçoamento dos sistemas de desenvolvimento do cultivo e viabilização do pinhão-manso com foco na agricultura familiar.
O cenário deste estudo são as mulheres Massai e mulheres de Mtu Wa Mbu, região Arusha, na Tanzânia. O projeto KAKUTE convenceu essas mulheres sobre o potencial do pinhão-manso para o desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida dessas comunidades rurais isoladas.
Interessante é que o pinhão-manso nas regiões estudadas não era destinado à produção de bioenergia (extração do óleo) mas sim como cercas vivas e na fabricação de sabão caseiro. O projeto KAKUTE provou a viabilidade econômica e despertou o interesse pelo cultivo do pinhão-manso nas pequenas comunidades rurais quando o seu óleo é destinado á fabricação de sabonetes medicinais.
O nosso principal interesse nesse estudo está relacionado à abordagem totalmente diferente dos aspectos econômicos, em relação ás abordagens  tradicionais.
Acompanhe abaixo os resultados:
Colheita e processamento do fruto
A produção de sementes/grãos (colheita e debulha do fruto de pinhão-manso)  é analisada em quilogramas por hora, ou seja, quantos quilos de grão um agricultor é capaz de colher por hora.
O estudo indica que cada agricultor (mulher) é capaz de colher 2 kg/hora de trabalho.  
Considerando o preço pago pela produção (2 kg de grãos) em relação à hora trabalhada, a mulher agricultora recebe US$ 0,29/hora trabalhada (equivalente a R$ 0,58/h – dólar a R$ 2,00).
Extração do óleo de pinhão-manso: agregação de valor com a atividade
Para simplificar o entendimento do processo de agregação de valor à atividade com a extração do óleo do grãos o projeto toma por base um volume de 5 kg de grãos processados por hora, ou seja, o emprego de prensas manuais consideradas de alto rendimento na extração de óleo da semente de pinhão-manso.
Na extração do óleo a relação é de 1 litro de óleo/hora trabalhada.
No cálculo de aquisição do grão, foi considerado que a compra do grão/semente é de terceiro e o preço é de US$ 0,71/litro de óleo extraído (equivalente a R$ 1,42/litro).
Outra consideração muito importante é o equipamento descrito no projeto para a extração do óleo. Foram usadas mini prensas manuais que apresentam “relativa” baixa eficiência no processo de extração do óleo. Neste caso, o custo  da depreciação/manutenção é de US$ 0,04/ kg de grãos processado.
Considerando a venda de 1 litro de óleo por US$ 1,90, a receita total é de US$ 0,99 (equivalente a R$ 1,98/litro de óleo comercializado).Conclui-se que foi agregado à renda da agricultora um valor de US$ 0,66/hora trabalhada (equivalente a R$ 1,32/hora).
Fabricação do sabonete medicinal de pinhão-manso – agregação de valor com a atividade
O estudo concluiu que para fabricar 252 barras de sabonet medicinal com óleo de pinhão-manso consome-se 16 horas de trabalho mais 10 horas para outras atividades relacionadas, total de 26 horas.
Vamos aos resultados financeiros para produção de 252 barras de sabonete medicinal.
Premissas:
O sabonete medicinal é vendido a aproximadamente US$ 0,48/barra;
Para fabricação de 252 barras de sabão medicinal consome-se 20 litros de pinhão-manso - custo total de US$ 38,10;
Consome-se 3 kg de soda castiça – custo total de US$ 14,29;
O custo total da embalagem é de US$ 2,85/252 barras de sabonetes.
O resultado é:
Faturamento total é de US$ 120,00/252 barras de sabonete medicinal.  
Os custos totais para fabricação para as 252 barras de sabonete é de US$ 55,24.
Gerando lucro bruto de US$ 64,76/252 barras de sabonete medicinal vendidos.
Portanto, a fabricação de sabonete medicinal, utilizando o óleo de pinhão-manso, pode agregar à renda da agricultora US$ 2,49/hora trabalhada (equivalente a R$ 4,98/hora).
As prensas extratora de pinhão-manso utilizadas nesse projeto é da marca Bielenberg.
Apresentamos à seguir algumas opções de mini prensas mecânicas extratora de óleo de pinhão-manso de baixo custo e alto rendimento (até 94% de eficiência na extração de óleo), indicadas para as pequenas comunidades rurais – agricultura familiar.
Fabricantes:

Essas prensas possuem capacidade de processamento de 3 a 100 kg de pinhão-manso/hora ou extrair de 4 a 75 litros de óleo/hora. O fornecedor alemão oferece também a opção de um modelo de prensa manual.
Os preços variam de US$ 4.990 a 19.990 a unidade – referência para o mercado dos USA.
Para mais informações e detalhamento sobre o projeto KAKUTE indicamos o link: http://www.jatrophabiodiesel.org/drRKHeaning.php

terça-feira, 30 de outubro de 2012

SGBiofuels ​​confirma o desempenho superior de seus híbridos de pinhão-manso


SGB ​​confirma o desempenho superior de seus híbridos de pinhão-manso após testes de campo em variadas condições agroclimáticas ao redor do mundo
SAN DIEGO, Califórnia, 30 de outubro de 2012 - A SG Biofuels, Inc. (SGB), uma empresa que fornece soluções em culturas bioenergéticas de alto desempenho para os mercados dos biocombustíveis derivados da biomassa, afirma ter expandindo suas áreas mundiais de teste para observação do desempenho de seus híbridos de pinhão-manso, submentidos a diferentes condições agroclimáticas em 15 locais diferentes com a inclusão de oito novas variedades nos seus JMax Knowledge Centers™ localizados na Guatemala, no Brasil e na Índia.
Através de sua rede de teste dinâmica, a SGB continua demonstrando o desempenho superior de seus híbridos de pinhão-manso, em comparação com variedades comerciais. Esses testes são realizados em várias geografias e os parâmetros avaliados são: o vigor da planta, sua saúde, a consistência da florada, a tolerância ao estresse e o rendimento. Validando sua capacidade de produção de óleo bruto de pinhão-manso a um custo abaixo USD$ 99,00 por barril, ao longo do desenvolvimento da planta.
Apoiada pelo ótimo desempenho de seus híbrido, desenvolvidos nos JMax Knowledge Centers™, a empresa constatou uma acentuada expansão na sua plataforma multi-setorial que visa viabilizar a implantação de projetos produtivos de pinhão-manso que supere os desafios econômicos e agronômicos do passado (experiências anteriores) com o cultivo dessa oleaginosa não-alimentar. Na expectativa de forte demanda por semente, a empresa também continua a expandir sua unidade de produção localizada na Guatemala.
"O desempenho dos nossos híbridos em diferentes regiões geografias não só valida a força de nossa genética, mas também a nossa capacidade de implantar projetos de culturas rentáveis ​​de energia ao redor do mundo", disse Kirk Haney, presidente e diretor executivo. "Através da nossa rede JMax Knowledge Centers™, estamos observando o desempenho de nossos híbridos de pinhão-manso e estabelecendo as melhores práticas agronômicas e de cultivo confirmando nossa capacidade de implantar cultivos desses híbridos em escala comercial."
Os ensaios adicionais incluem quatro locais na Índia, três no Brasil e um na Guatemala e são extensões de centros de pesquisa da empresa em cada país além dos existentes em sua sede corporativa em San Diego, Califórnia.
Os JMax Knowledge Centers™ são ensaios que adotam sofisticadas ferramentas de gerenciamento por meio do desenho experimental e análise estatística que permite avaliar centenas de híbridos cultivados em condições ambientais e agronômicas diversas. Os centros servem também como salas ao ar livre onde agrônomos e equipes técnicas da SGB realizam treinamento prático e teórico e visitas de campo para clientes e produtores com o objetivo de capacitá-los na condução dos cultivos e recomendá-los sobre as práticas agronômicas que vão alcançar o melhor desempenho de seus híbridos de pinhão-manso para a implementação de cultivos comerciais. Os ​​híbridos da SGB foram desenvolvidos ao longo de cinco anos de pesquisa. Seu desenvolvimento se deu a partir de uma biblioteca de germoplasma diversificada, incluindo mais de 12.000 genótipos únicos.
"Os nossos JMax Knowledge Centers™ nos permitem interagir com clientes na fase de desenvolvimento do produto, garantindo alinhamento com as necessidades específicas de seus projetos", disse Miguel Motta, diretor de operações. "Novos centros estão sendo implantados, pois enxergamos interesse crescente de clientes que querem implantar grandes projetos de cultivo comerciais no Brasil e na Índia."
No Brasil um centro foi implantado em parceria com a JETBIO, líder de uma iniciativa de várias empresas interessadas, incluindo Airbus, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Bioventures Brasil, Rio Pardo Bioenergia, Air BP e TAM Linhas Aéreas. A SGB ​​está trabalhando com Bioventures Brasil, num programa de desenvolvimento de biocombustível associado ao cultivo comercial de pinhão-manso na região Centro-Oeste do Brasil com a finalidade de produzir biojet (biocombustível de aviação).
"Desenvolver o melhor material híbrido da coleção SGB e estabelecer as melhores práticas agronômicas são os alicerces para o nosso projeto", disse Rafael Abud, sócio-gerente da JETBIO. "À medida que utilizamos o melhor material híbrido e a experiência operacional da SGB e nosso projeto ganha dimensão, aumentam as probabilidades de sucesso."

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ONG questiona modelo de projeto de cultivo de pinhão-manso na Indonésia


A ONG Amigos da Terra da Indonésia - Walli em parceria com a Amigos da Terra da Holanda – Milieudefensie, elaboraram um relatório sobre o projeto de cultivo de pinhão-manso desenvolvido pela PT Waterland International em parceria com pequenos agricultores locais no distrito de Gobrogan, Java Central na Indonésia.
O destaque do relatório vai para os baixos preços pagos aos pequenos agricultores pela produção de pinhão-manso comprometendo a sustentabilidade do projeto no seu pilar social e econômico.
Recentemente publicado, fev/2012, o relatório intitulado "O bioquerosene: decolagem na direçãoerrada" descreve as consequências sociais e ecológicas do cultivo de pinhão-manso no distrito Gobrogan. 
O relatório descreve que pequenos agricultores do distrito de Gobroban  cultivaram pinhão-manso e comercializaram sua produção para a empresa indonésia PT Waterland International, parceira da australiana Jatenergy Limited. O grão de pinhão-manso foi processado pela  PT Jatoil Waterland (joint venture entre Jatenergy e PT Waterland). O óleo extraído foi comercializado para a Lufthansa através da empresa finlandesa Neste Oil. O bioquerosene gerado foi utilizado para vôos de teste entre Hamburgo e Frankfurt.
O relatório afirma que a população do distrito Gobrogan sofreu efeitos adversos em relação à comercialização da produção de pinhão-manso para a Lufthansa. 
Segundo a Walli o modelo de projeto de cultivo de pinhão-manso desenvolvido pelos agricultores de Gogroban nessa parceria com a PT Waterland  competiu com culturas alimentares, como o milho. Os agricultores também perderam em renda em função dos baixos preços praticados na compra da produção de pinhão-manso.
O referido relatório também questiona a redução das emissões de CO² com a substituição do querosene fóssil pelo bioquerosene.
Primeiros resultados do relatório
As pressões desse relatório sobre a Lufthansa levou a empresa firmar compromisso com a Wileudefensie de não mais fazer negócios com a Waterland, segundo artigo divulgado pela Airportwatch em 24/10/2012. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pinhão-manso tem potencial para produzir 3.500 quilos de óleo por hectare e outras informações relacionadas

Domínio tecnológico, escala de produção e logística de transporte e utilização são as três condições básicas para que uma cultura se torne matéria-prima para a produção de biodiesel
Reproduzimos o artigo publicado em julho de 2012 no site www.ecofinanças.com que trata de umas das discussões sobre o pinhão-manso ocorridas no I Fórum Capixaba de Pinhão-manso dia 17 de julho de 2012, em Guarapari/ES.

O pesquisador da Embrapa Agroenergia Bruno Laviola mediou uma das discussões no Fórum e fez a seguinte afirmação: O domínio tecnológico, a escala de produção e logística de transporte e a utilização são as três condições básicas para que uma cultura se torne matéria-prima para a produção de biodiesel.

Em relação ao domínio tecnológico, Laviola apresentou o estágio de desenvolvimento das ações do Projeto Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Pinhão-manso para Produção de Biodiesel – BRJATROPHA - coordenado pela Embrapa Agroenergia, com a participação de 16 unidades da Empresa, cinco universidades e uma empresa estadual de pesquisa, além do apoio da Finep.
O pesquisador destacou as ações de melhoramento genético, desenvolvimento de sistema de produção, introdução de materiais genéticos de outros países, métodos biotecnológicos para avaliação das diferenças entre os diversos materiais existente no banco de germoplasma (BAG) e os trabalhos para aproveitamento da torta para alimentação animal.
Laviola mostrou que, apesar haver pouca variabilidade genética nos acessos do BAG, os resultados obtidos nas avaliações anuais demonstram potencial com a produção de grãos variando de 4.000 a 9.000 Kg/ha, e de óleo de 1.500 a 3.500 Kg óleo/ha.
“Os experimentos conduzidos nas diferentes regiões brasileiras estão permitindo reunir informações para definir os sistemas de produção mais adequados. Esperamos que este trabalho esteja concluído até 2015”, diz Laviola. Estas informações irão dar subsídios aos governos e à iniciativa privada na implantação das lavouras e das unidades produtivas.
Em relação à logística, Laviola comentou que “diversos plantios de pinhão-manso foram abandonados por terem sido implantados em regiões onde não havia fábricas de biodiesel, o que inviabilizou a utilização da matéria-prima”.
Destoxificação da torta
Quanto ao aproveitamento dos subprodutos do pinhão-manso para alimentação animal, estão em desenvolvimento pesquisas para destoxificar a torta resultante do processo de extração, que apresenta substâncias tóxicas, entre elas a curcina e os ésteres de forbol, e outras que provocam alergia, como as albuminas 2S.
A pesquisadora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) Olga Machado diz que os trabalhos iniciaram-se, em 2010, com isolamento da toxina e dos alérgenos. “O uso da torta na alimentação animal e o manuseio seguro da mesma são dependentes de processos de inativação dessas substâncias”, enfatiza a pesquisadora. Para validar estes processos é necessário que existam métodos seguros e sensíveis. “Já desenvolvemos um método biológico para detectar a atividade da curcina e a resposta provocada pelos alérgenos. Os testes são feitos utilizando cultura de células”, explica.
“Agora que já descobrimos as substâncias que provocam alergia estamos trabalhando para entender os mecanismos de ação desses compostos e no futuro desenvolver cultivares que não causem alergia”, reforça Olga Machado.
Os eventos são promovidos pela Embrapa Algodão, Embrapa Agroenergia e Incaper com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Banco do Nordeste, Fundação de Apoio a Pesquisa do Espírito Santo, Senar e Petrobrás Biocombustível. Mais informações sobre os eventos no site www.cbmamona.com.br.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Embrapa amplia pesquisa com pinhão manso como alternativa na produção de biodiesel



Cultura produz óleo de qualidade superior ao de soja, mas acidez é desafio aos pesquisadores

Uma planta que, no passado, já foi utilizada até como cerca viva, dividindo propriedades rurais em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, hoje é esperança para produção de biodiesel. O pinhão-manso produz um óleo de qualidade superior ao óleo de soja, mas os pesquisadores da Embrapa têm um grande desafio pela frente: diminuir a acidez e chegar a um genótipo que seja comercialmente viável no mercado.
Até ganhar a importância merecida dentro de um laboratório, o pinhão-manso foi utilizado para várias finalidades, até como purgante, durante o século 19. Hoje, já é conhecida a qualidade da planta, mas a história ainda está longe de ter um final diferente.
Segundo a pesquisadora Adélia Machado, o pinhão-manso apresenta uma característica que é a maturação heterogênea das frutas no mesmo cacho. Por essa razão, segundo ela, um dos desafios dos pesquisadores é encontrar o ponto certo de maturação, para que se alcance um maior potencial da planta em termos de produção de óleo sem que se perca em qualidade. O que parece fácil em outras culturas, é tarefa complicada com os frutos.
É para isso que trabalham os pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro. Achar uma maneira de colher frutos tão heterogêneos sem perder o potencial da planta é a garantia de um óleo com baixa acidez, bom para o biodiesel.
– A parte de pós-colheita do fruto também é importante, o tratamento que é dado à fruta após a colheita, o despolpamento, a secagem das sementes, tudo influencia na qualidade do óleo e, por consequência, no biodiesel – afirma a pesquisadora Adélia Machado.
A pesquisadora Rosemar Antoniassi afirma que o índice de extração de óleo da semente de pinhão manso – entre 30% a 40% – é considerado bastante elevado, o que demonstra grande potencial para utilização na produção de biodiesel.
– A Embrapa já dispõe de genótipo com alto rendimento em óleo e ela está estudando também outros fatores importantes como a alta produtividade da planta por hectare e a resistência a praga também.
No entanto, apesar do alto rendimento, Rosemar alerta para a umidade, que ameaça a qualidade do produto.
– Você tem que fazer uma coleta coletiva deste material, separando os mais maduros dos mais verdes, tem que haver uma separação na hora da colheita, não se pode colher o material verde ou amarelo esverdeado porque ele vai ter umidade elevada.
Nossos comentários – Pinhão Manso News
A limitação atribuída ao pinhão-manso quanto a maturação desuniforme de frutos é uma característica favorável ao desenvolvimento da atividade para o pequeno agricultor.
A maior limitação da cultura no passado era a baixa produtividade. Esse grande desafio já está numa etapa avançada de pesquisa – “genótipo com alto rendimento em óleo” desenvolvidos pela Embrapa. Além de outros institutos de pesquisas largamente divulgados neste blog (SGBiofuels e JOil).
A umidade, sem dúvida, é outro gargalo a ser superado. O grão deve ser armazenado a umidade em torno de 7% para se evitar a degradação e/ou a germinação indesejada com consequente perda do teor de óleo.
Outro desafio para a cultura é o ataque de pragas, sendo o ataque do percevejo (Pachycoris sp.) um dos principais responsáveis pela queda acentuada no teor de óleo do grão.
Entretanto todos esses gargalos são matéria prima e desafio para nossos pesquisadores. Assim como qualquer outra cultura comercial que no passado possuíam limitações diversas e foram superadas, não será diferente para com o pinhão-manso.
Os surpreendentes avanços tecnológicos atuais pesam a favor do pinhão-manso: muito se avançou, em tão pouco tempo, nos estudos aprofundados sobre a cultura.
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Produtividade pinhão-manso pode atingir a 4.000 litros de óleo por hectare

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Ataque do Percevejo no Pinhão Manso Reduz para 0,1% é o Teor de Óleo na Semente

Série: Como Cultivar Pinhão Manso (Silvestre) – Controle de Pragas e Doenças

domingo, 23 de setembro de 2012

Produtividade pinhão-manso pode atingir a 4.000 litros de óleo por hectare


Novas descobertas indicam que o pinhão-manso tem potencial para alcançar produtividade de 4.000 litros de óleo por hectare.
O pinhão manso vem sofrendo intenso bombardeio em pesquisa, internamente e externamente – para a alegria dos jatrophicultores e da indústria de biocombustível brasileira e estrangeira. Internamente pela aplicação da engenharia genética (com quebra de velhos paradigmas) no que tange, principalmente, à produtividade e resistência a doenças. Externamente, pelo desenvolvimento de técnicas mais apropriadas ao manejo da cadeia produtiva com vista à redução dos custos de produção, prevenção fitossanitária e maior desempenho da plantação.
São tantas pesquisas “pipocando” nos mais diversos institutos de pesquisas comprometidos com o desenvolvimento do pinhão-manso que, em relativo pouco tempo, as informações sobre a planta vem sofrem mudanças rápidas: algumas até expressivas. As informações sobre a cultura sofre alteração numa velocidade, algumas vezes, impressionantes.
Exemplo:
Em 2007 a produtividade do pinhão-manso era inferior a 2.000kg de grãos/ha. Hoje, graças à transferência de tecnologia para a cultura, num ritmo cada vez mais acelerado, se tem afirmado que a planta pode atingir 8.000kg de grãos/ha.
No que tange à produtividade em óleo, o salto é 470%: de 670 a 700 litros de óleo/há, em 2007, para até 4.000 litros de óleo/ha – entendimento atual.
Todo esse potencial estimado tem explicação e é o reflexo de conquistas alcançadas sobre determinados  caracteres agronômicos desejáveis estratégicos para os setores mais interessados: os agricultores e a indústria dos biocombustíveis.
Essas novas perspectivas que se abrem são graças ao emprego da seleção de materiais genéticos superiores com elevado rendimento, associado ao domínio do sistema de produção; aplicação de métodos de seleção massal; melhoramento genético monitorado (Seleção Assistida por Marcadores – SAM); clonagem; e emprego de reguladores do crescimento, entre outros.
Em 2011, o pesquisador mexicano Vítor Pecina Quintero identificou um acesso de pinhão-manso, proveniente da América Latina, com teor de óleo no grão de 50%. Essa descoberta contribuirá, no futuro para o salto na produtividade de óleo por hectare anunciado acima (470%).
Comparável ao que se anunciava em 2007, acessos que apresentavam teor de óleo de até 35%, o ganho adicional é de 15%. Considerando o pinhão-manso uma cultura perene o aumento é muito bom.
Restam aos pesquisadores transferir, para uma mesma planta, essas duas variabilidades genéticas: produtividade de 8.000 kg de grão/ha e 50% de teor de óleo. Se esses caracteres se reproduzirem no campo, seguramente a viabilidade econômica da cultura estará bem mais próxima.
Peso do Grão e Amêndoa
Outros caracteres agronômicos de interesse para a cadeia produtiva do pinhão-manso são o peso do grão e o da amêndoa. Essas características dependem da taxa de acúmulo de matéria seca durante o estádio de enchimento de grãos, que é determinado pela expressão dos genes e que também sofre influência do ambiente de cultivo. Melhorias nas condições de cultivo, proporcionadas pela calagem em área total e pela adubação química em cobertura resulta em ganhos de peso no grão e na amêndoa.
Um trabalho desenvolvido pela Embrapa Rondônia, intitulado “Eficiência da seleção para incremento do teor de óleo do pinhãomanso” demonstrou a influência da interação de genótipos superiores entre si no ganho em teor de óleo e peso do grão e amêndoa.
Relata o trabalho: “A seleção de genótipos superiores pode se basear em uma única característica ou considerar um conjunto de atributos favoráveis para o desenvolvimento de um produto final de qualidade superior.
Observação: Para os interessados em aprofundar seu conhecimentos sobre as pesquisas atuais e anteriores sugerimos pesquisar também no link abaixo: www.jatropha.pro/publications.htm
O site apresenta mais de 490 publicações sobre o pinhão-manso no Brasil e no Mundo.
Fonte de Pesquisa:
Embrapa Rondônia

sábado, 1 de setembro de 2012

UNESP pesquisa clonagem do pinhão manso para gerar mudas com fidelidade genética e livres de patógenos


Pesquisa (em andamento) conduzida pelo pesquisador Henrique Curi Penna sob a responsabilidade do pesquisador Isaac Strinqueta Machado da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Estadual Paulista – UNESP objetiva elaborar um protocolo laboratorial e fluxograma que acelere a produção de mudas de pinhão manso com vistas a uniformidade anatômica do estande, fidelidade genética de matrizes selecionadas e livres de fitopatógenos endógenos (limpeza clonal) com características desejáveis para atender a toda  sua cadeia produtiva e permitir maior acessibilidade gerada pela maior oferta de mudas aos agricultores.
Veja um resumo do projeto de pesquisa a seguir.
A utilização do pinhão-manso na produção de biodiesel é bastante promissora para o setor do agronegócio; as potencialidades da espécie são diversas, tais como adaptação às regiões marginais inaptas a outras culturas, além de seus princípios ativos medicinais de comprovada eficácia. Além disso, contribui também para a conservação do meio ambiente por ser biomassa renovável, sequestradora de CO2 da atmosfera, e tudo aliado à capacidade de proteger os solos contra erosão e lixiviação de nutrientes. Contudo, estima-se que serão necessários entre 2 a 5 anos para que se tenham as primeiras cultivares melhoradas; a micropropagação pode acelerar os métodos convencionais de propagação vegetativa e auxiliar no desenvolvimento e multiplicação dos genótipos elite selecionados nos programas de melhoramento vegetal. Porém, a literatura científica pertinente é escassa e faltam dados de pesquisa com mudas de pinhão-manso produzidas in vitro. Este trabalho tem como objetivo, o desenvolvimento de protocolo laboratorial para a micropropagação de pinhão manso (Jatropha curcas L.), através da multiplicação de brotações por meio da proliferação de gemas axilares e apicais; coletadas de matrizes promissoras selecionadas em banco de germoplasma ex vitro do DRN/FCA/Unesp-Botucatu/SP. Para avaliação da indução da multiplicação de brotações, serão comparados os reguladores vegetais Benzilaminopurina (BAP) e Cinetina (KIN), em diferentes concentrações e balanceamentos, adicionados ao meio nutritivo basal de Murashige & Skoog: 0,50 mg.L-1 de BAP (T1), 1,00 mg.L-1 de BAP (T2), 2,00 mg.L-1 de BAP (T3), 3,00 mg.L-1 de BAP (T4) e 0,5 mg.L-1 de KIN (T5); 1,00 mg.L-1 de KIN (T6), 2,00 mg.L-1 de KIN (T7), 3,00 mg.L-1 de KIN (T8); todos os tratamentos serão suplementados com a auxina Ácido Indolil-butírico (AIB) na concentração de 0,25 mg.L-1. Após tratamento de desinfestação e proteção antioxidante, gemas axilares e apicais selecionadas serão inoculadas nos diferentes tratamentos, em condições assépticas da câmara de fluxo laminar, e, em seguida, dispostas em sala de crescimento sob condições ambientais controladas. Os resultados poderão permitir elaboração de protocolo laboratorial e fluxograma da produção de mudas com maior rapidez, uniformidade anatômica do estande, fidelidade genética às matrizes selecionadas, e limpeza de possíveis fitopatógenos endógenos (limpeza clonal); características desejáveis para o setor produtivo agroindustrial e possibilidade de inclusão de pequenos produtores rurais, pela maior acessibilidade gerada pela maior oferta de mudas. (AU)

terça-feira, 29 de maio de 2012

A SG Biofuels propõe um modelo de negócio de sucesso para o pinhão manso



O modelo de negócio proposto pela SG Biofuels para a cadeia de valor do pinhão manso não restringe apenas ao desenvolvimento e comércio de sementes híbridas de elite de alto desempenho, vai mais além. A empresa criou um modelo de negócio vinculando toda cadeia de valor para a oleaginosa, conectando desde o agricultor no campo, passando pela indústria de transformação, até o consumidor final do biocombustível. Em todas as etapas da cadeia de suprimentos são celebrados contratos antecipados entre os atores do processo garantindo, de ponta a ponta, o desenvolvimento do negócio com total segurança e alta lucratividade. Desta forma, aproximando agricultor, com a indústria de transformação e o consumidor final de bioenergia, a SG Biofuels acredita que é possível viabilizar as atividades produtivas na cadeia do pinhão manso com redução dos custos e maximização dos lucros.
A SGB afirma que adotando este modelo e cultivando seus híbridos elite de pinhão manso de alta performance, testados e adaptados aos diferentes climas nos locais de cultivo, aproximando destes locais e reduzindo as distâncias entre a indústria de transformação e os consumidos finais, é possível agregar valor à atividade: dobrando os rendimentos e triplicando os lucros.  
Para consolidar este negócio a SG Biofuels, sediada na Califórnia, obteve 17 milhões dólares em financiamento, numa série de acordos estratégicos com grandes empresas investidoras, recursos estes que estão sendo destinados  a expansão de suas pesquisas e desenvolvimento, a estruturação da rede de comercialização e à escala de suas operações globais.
A SGB ​​também anunciou que Pratik Shah, Ph.D., sócio da Thomas, McNerney, e Caulder Jerry, Ph.D., diretor da Ventures Finistere, financiadoras desta etapa do projeto, juntaram-se a diretoria de administração da empresa.
Uma mega plataforma de negócio composta por uma rede sólida de clientes permitiu a SG Biofuels anunciar a assinatura de contrato para a implantação de 250.000 hectares de pinhão manso usando suas sementes híbridas JMax. Isso inclui um acordo com Bharat Renewable Energy Limited (BREL), uma joint venture entre a Bharat Petroleum, estatal indiana de petróleo e gás natural, bem como a JETBIO, empresa brasileira líder de uma iniciativa que envolve um grupo de empresas interessadas, dentre elas a Airbus, o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, e TAM Airlines objetivando implantar, no Brasil, cultivo de pinhão manso destinado à produção sustentável de bioquerosene para a aviação.
O interessante é que a produção, geradas nesses 250.000 hectares, já estão pré-encomenda. Nesse modelo, a SG Biofuels assina acordos multilaterais que asseguram aos clientes de ambos os polos da cadeia cumprirem os contratos; garantindo a produção ao destinatário bem como o recebimento, pelo produtor, do produto gerado.  
Visando assegurar os resultados, as sementes JMax são testadas em campo na região de cultivo e são determinados os índices de produtividade e custos de produção. Uma vez provada a viabilidade, o cliente concorda em encomendar as semente da SGB em volume que atenda a superfície de área a ser cultivada para atender à demanda do cliente comprador.
Além da empresa principal de pesquisa e desenvolvimento sediada na Guatemala, há ensaios em campo de cultivos em solos na Índia, com a empresa Bharat, e em Mato Grosso do Sul, no Brasil, com o consórcio JETBIO e empresas associadas.
Na Índia, 35.000 hectares já estão pré-encomendados, por meio da parceria com a empresa Bharat Petroleum.  Os resultados obtidos nos ensaios de campo já foram contabilizados e confirmaram serem satisfatórios.
No Brasil, com a JETBIO, os ensaios em campo estão apresentando bons resultados e a área disponibilizada para cultivo é de 30.000 hectares. 
Segundo declarações da empresa, um dos processos adotados é experimentar um determinado conjunto de híbridos, testando-os diretamente no campo, e depois aguardar os resultados gerados.
Segue abaixo algumas declarações do presidente da SG Biofuels, Kirk Haney
“Nosso objetivo é fazer com que os ensaios em campo demonstrem que nossos híbridos vão alcançar o rendimento que afirmamos.”
"No final dos ensaios, nós da SGB, saberemos qual é o espaçamento mais indicado; a quantidade exata de nutrientes que a planta necessita; a quantidade de água que ela exige; como  e quando podar; entre outros, bem como o rendimento apresentado pela planta frente às diversas condições agroclimáticas, diz Kirk Haney.
Por que o negócio do pinhão manso falhou no passado?
"Temos afirmado, há algum tempo, o que falhou no passado não foi a planta pinhão manso, mas sim o tipo de modelo de negócio adotado para o setor, continuou Haney. "Nosso trabalho tem sido o de obter dados e torna-los de domínio público, e, em seguida, apresentar os resultados que confirmem que temos o que dizemos que temos. "
Como tornar o negócio do pinhão manso uma atividade lucrativa?
"Nossa proposta é fazer com que os agricultores e produtores tenham certeza que vão ganhar dinheiro com a atividade, a um baixo custo de produção e/ou de processamento” – afirma Haney
"Dependendo do solo, a colheita pode ser manual, parcialmente mecanizada, ou totalmente mecanizada. Há algumas colheitadeiras de café que foram adaptadas para colheita mecanizada do pinhão manso. Agora, o pinhão manso não é exatamente como o café. Na colheita do pinhão manso colhe-se o fruto que contém a semente, produto principal. Entretanto, as indústrias de esmagamento e extração de óleo já dominam esta tecnologia. "
Qual é o modelo de vendas da empresa?
"Em nosso modelo de negócio, muito raramente os produtores estão ligados diretamente, focamos nos compradores do óleo. Estes são os mandatários do processo, pois são eles que têm a demanda dos biocombustíeveis. Como somos capazes de empurrá-los, podemos trazer juntos os produtores. Se você sabe que tem um mercado consumidor final, e se você sabe qual é a produção em grãos esperada a partir dos ensaios realizados nos diferentes micro-climas, cria-se um ambiente receptivo no meio agrícola para atrair os agricultores. Eu particularmente tenho um plantio de teca na América Central com área de 50.000 hectares. Particularmente sei como os produtores podem ser cativados. Você precisa provar um retorno satisfatório para a atividade e garantir a venda da produção. Se você garantir o preço antecipado ao produtor e existir um cliente que assegure a compra da sua produção, os riscos são reduzidos, torna-se atrativa e facilita a adesão do agricultor à atividade.".
A dinâmica de mudança do mercado de biocombustíveis estimulando a produção de grãos
“A escalada de preço das oleaginosas no mercado mundial é consequência do aumento na demanda por matéria prima provocada pela corrida pelos biocombustíveis: a dinâmica do mercado. Há uma necessidade de estimular o setor agrícola para responder a essa demanda. Entretanto, o nosso foco é reduzir os riscos para o produtor, e provar aos mesmos que a atividade é lucrativa e o retorno do investimento é seguro. É por isso que temos concentrado nossos esforços na genética da planta, objetivando agregar valor à atividade. Esta estratégia fará baixar os custos de produção, aumentar a produtividade e impulsionar essa cultura. "