segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mega projeto de cultivo de pinhão-manso na Indonésia



A Jatenergy Limited é uma empresa sediada na Austrália e desenvolve negócios diversificados no setor de energia renovável (carvão e óleo bruto).
Na Indonésia firmou parceria com a PT Waterland Internacional para desenvolver cultivos de pinhão-manso para a produção de óleo bruto. Essas duas empresas criaram a PT Jatoil Waterland, empresa que dará sustentação aos seus projetos na Indonésia, sendo a Jaternergy Limited detentora de 70% do capital desta.
A Waterland Internacional é um consórcio holandês / indonésio que desenvolveu amplas operações em cultivo e produção de óleo bruto de pinhão-manso no centro de Java. O objetivo do negócio é abastecer os mercados europeus com matéria-prima para biocombustível. Ela já possuía 12.000 hectares de áreas plantadas e nos últimos 2 anos incorporou mais 60.000 hectares de pinhão-manso plantado. Ela gerencia uma operação integrada dentro da cadeia de valor do pinhão-manso que resulta numa série de fontes receitas inclui a colheita de grãos, a produção de óleo bruto e torta da semente e a geração de biofertilizantes.
Segundo informações das empresas envolvidas nesse projeto, Java Central é um local adequado para o cultivo de pinhão-manso por possuir grandes extensões de áreas de terras adequadas ao cultivo e que foram reservadas pelo governo indonésio, exclusivamente, para o desenvolvimento de projetos para a produção de energia sustentável. As áreas são compostas de terras marginais estrategicamente direcionadas pelo governo indonésio para estimular o desenvolvimento econômico através da criação de novas indústrias agrícolas. A criação objetiva reduzir a exploração ilegal das reservas florestais protegidas, decorrentes das dificuldades econômicas enfrentadas pelas  comunidades locais.
A PT Jatoil Waterland adquiriu cerca de 2.000 hectares de áreas plantadas de pinhão-manso com idade de plantio de 3 anos, no centro de Java e assinou acordo garantindo a compra de toda a produção para os próximos quatro anos. As colheitas dessas áreas iniciaram em julho de 2010 e o primeiro lote de 10 toneladas de grãos foram destinados à indústria de aviação. Em 2011 foram exportadas para a Europa 200 toneladas de óleo bruto, com destino ao setor de aviação e geração de energia. Para os próximos 12 a 18 meses estima-se que cerca de 700 toneladas de óleo bruto de pinhão-manso seja produzido. A Jatoil Waterland também tem planos de expandir sua plantação para 10 mil hectares de pinhão-manso cultivados em áreas de terras não utilizadas (marginais) em Java. Essas novas áreas serão cultivadas com novas linhagens de pinhão-manso mais produtivas desenvolvidas através de programas de melhoramento pela Jatenergy.
No projeto está envolvida também é uma empresa estatal da Indonésia, a Perum Perhutani, que controla essas faixas de terras destinados pelo governo. Mais de 1 milhão de hectares foram destinados pelo governo indonésio para o desenvolvimento de matérias-primas para produção de biocombustíveis sustentáveis.
A Jatoil é um negócio da Jatenergy de energias renováveis, com foco na produção de óleo bruto ou renovável. Para mais detalhes sobre a Jatoil consulte o site www.jatoil.net

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pinhão-manso tem potencial para produzir 3.500 quilos de óleo por hectare e outras informações relacionadas

Domínio tecnológico, escala de produção e logística de transporte e utilização são as três condições básicas para que uma cultura se torne matéria-prima para a produção de biodiesel
Reproduzimos o artigo publicado em julho de 2012 no site www.ecofinanças.com que trata de umas das discussões sobre o pinhão-manso ocorridas no I Fórum Capixaba de Pinhão-manso dia 17 de julho de 2012, em Guarapari/ES.

O pesquisador da Embrapa Agroenergia Bruno Laviola mediou uma das discussões no Fórum e fez a seguinte afirmação: O domínio tecnológico, a escala de produção e logística de transporte e a utilização são as três condições básicas para que uma cultura se torne matéria-prima para a produção de biodiesel.

Em relação ao domínio tecnológico, Laviola apresentou o estágio de desenvolvimento das ações do Projeto Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Pinhão-manso para Produção de Biodiesel – BRJATROPHA - coordenado pela Embrapa Agroenergia, com a participação de 16 unidades da Empresa, cinco universidades e uma empresa estadual de pesquisa, além do apoio da Finep.
O pesquisador destacou as ações de melhoramento genético, desenvolvimento de sistema de produção, introdução de materiais genéticos de outros países, métodos biotecnológicos para avaliação das diferenças entre os diversos materiais existente no banco de germoplasma (BAG) e os trabalhos para aproveitamento da torta para alimentação animal.
Laviola mostrou que, apesar haver pouca variabilidade genética nos acessos do BAG, os resultados obtidos nas avaliações anuais demonstram potencial com a produção de grãos variando de 4.000 a 9.000 Kg/ha, e de óleo de 1.500 a 3.500 Kg óleo/ha.
“Os experimentos conduzidos nas diferentes regiões brasileiras estão permitindo reunir informações para definir os sistemas de produção mais adequados. Esperamos que este trabalho esteja concluído até 2015”, diz Laviola. Estas informações irão dar subsídios aos governos e à iniciativa privada na implantação das lavouras e das unidades produtivas.
Em relação à logística, Laviola comentou que “diversos plantios de pinhão-manso foram abandonados por terem sido implantados em regiões onde não havia fábricas de biodiesel, o que inviabilizou a utilização da matéria-prima”.
Destoxificação da torta
Quanto ao aproveitamento dos subprodutos do pinhão-manso para alimentação animal, estão em desenvolvimento pesquisas para destoxificar a torta resultante do processo de extração, que apresenta substâncias tóxicas, entre elas a curcina e os ésteres de forbol, e outras que provocam alergia, como as albuminas 2S.
A pesquisadora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) Olga Machado diz que os trabalhos iniciaram-se, em 2010, com isolamento da toxina e dos alérgenos. “O uso da torta na alimentação animal e o manuseio seguro da mesma são dependentes de processos de inativação dessas substâncias”, enfatiza a pesquisadora. Para validar estes processos é necessário que existam métodos seguros e sensíveis. “Já desenvolvemos um método biológico para detectar a atividade da curcina e a resposta provocada pelos alérgenos. Os testes são feitos utilizando cultura de células”, explica.
“Agora que já descobrimos as substâncias que provocam alergia estamos trabalhando para entender os mecanismos de ação desses compostos e no futuro desenvolver cultivares que não causem alergia”, reforça Olga Machado.
Os eventos são promovidos pela Embrapa Algodão, Embrapa Agroenergia e Incaper com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Banco do Nordeste, Fundação de Apoio a Pesquisa do Espírito Santo, Senar e Petrobrás Biocombustível. Mais informações sobre os eventos no site www.cbmamona.com.br.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Embrapa amplia pesquisa com pinhão manso como alternativa na produção de biodiesel



Cultura produz óleo de qualidade superior ao de soja, mas acidez é desafio aos pesquisadores

Uma planta que, no passado, já foi utilizada até como cerca viva, dividindo propriedades rurais em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, hoje é esperança para produção de biodiesel. O pinhão-manso produz um óleo de qualidade superior ao óleo de soja, mas os pesquisadores da Embrapa têm um grande desafio pela frente: diminuir a acidez e chegar a um genótipo que seja comercialmente viável no mercado.
Até ganhar a importância merecida dentro de um laboratório, o pinhão-manso foi utilizado para várias finalidades, até como purgante, durante o século 19. Hoje, já é conhecida a qualidade da planta, mas a história ainda está longe de ter um final diferente.
Segundo a pesquisadora Adélia Machado, o pinhão-manso apresenta uma característica que é a maturação heterogênea das frutas no mesmo cacho. Por essa razão, segundo ela, um dos desafios dos pesquisadores é encontrar o ponto certo de maturação, para que se alcance um maior potencial da planta em termos de produção de óleo sem que se perca em qualidade. O que parece fácil em outras culturas, é tarefa complicada com os frutos.
É para isso que trabalham os pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro. Achar uma maneira de colher frutos tão heterogêneos sem perder o potencial da planta é a garantia de um óleo com baixa acidez, bom para o biodiesel.
– A parte de pós-colheita do fruto também é importante, o tratamento que é dado à fruta após a colheita, o despolpamento, a secagem das sementes, tudo influencia na qualidade do óleo e, por consequência, no biodiesel – afirma a pesquisadora Adélia Machado.
A pesquisadora Rosemar Antoniassi afirma que o índice de extração de óleo da semente de pinhão manso – entre 30% a 40% – é considerado bastante elevado, o que demonstra grande potencial para utilização na produção de biodiesel.
– A Embrapa já dispõe de genótipo com alto rendimento em óleo e ela está estudando também outros fatores importantes como a alta produtividade da planta por hectare e a resistência a praga também.
No entanto, apesar do alto rendimento, Rosemar alerta para a umidade, que ameaça a qualidade do produto.
– Você tem que fazer uma coleta coletiva deste material, separando os mais maduros dos mais verdes, tem que haver uma separação na hora da colheita, não se pode colher o material verde ou amarelo esverdeado porque ele vai ter umidade elevada.
Nossos comentários – Pinhão Manso News
A limitação atribuída ao pinhão-manso quanto a maturação desuniforme de frutos é uma característica favorável ao desenvolvimento da atividade para o pequeno agricultor.
A maior limitação da cultura no passado era a baixa produtividade. Esse grande desafio já está numa etapa avançada de pesquisa – “genótipo com alto rendimento em óleo” desenvolvidos pela Embrapa. Além de outros institutos de pesquisas largamente divulgados neste blog (SGBiofuels e JOil).
A umidade, sem dúvida, é outro gargalo a ser superado. O grão deve ser armazenado a umidade em torno de 7% para se evitar a degradação e/ou a germinação indesejada com consequente perda do teor de óleo.
Outro desafio para a cultura é o ataque de pragas, sendo o ataque do percevejo (Pachycoris sp.) um dos principais responsáveis pela queda acentuada no teor de óleo do grão.
Entretanto todos esses gargalos são matéria prima e desafio para nossos pesquisadores. Assim como qualquer outra cultura comercial que no passado possuíam limitações diversas e foram superadas, não será diferente para com o pinhão-manso.
Os surpreendentes avanços tecnológicos atuais pesam a favor do pinhão-manso: muito se avançou, em tão pouco tempo, nos estudos aprofundados sobre a cultura.
Assuntos Relacionados:

Nova variedade de pinhão-manso: produtividade 5 vezes maior, segundo Embrapa

SG Biofuels anuncia a viabilidade econômica do pinhão-manso - destaque em 2012

A empresa JOil anuncia variedade precoce de pinhão manso que já no 1º ano produz 2 toneladas por hectare

Produtividade pinhão-manso pode atingir a 4.000 litros de óleo por hectare

Institutos de pesquisa brasileiros reforçam a superioridade do pinhão-manso sobre a soja como alternativa para os biocombustíveis

Uso do próprio óleo de pinhão manso como combustível em pequenas comunidades rurais

Custo de produção e preço de venda do óleo de pinhão manso

Pinhão manso deve ocupar lugar de destaque entre as commodities agrícolas oleaginosas

Ataque do Percevejo no Pinhão Manso Reduz para 0,1% é o Teor de Óleo na Semente

Série: Como Cultivar Pinhão Manso (Silvestre) – Controle de Pragas e Doenças

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Polêmica dos transgênicos aplicações e avanços na área da Biotecnologia Vegetal aplicada também ao pinhão-manso


Caros leitores, em artigos anteriores, abordamos a contribuição da biotecnologia para o desenvolvimento da cadeia produtiva do pinhão-manso. Ela, sem dúvida, é uma das principais tecnologias aplicadas que veio dar um impulso e acelerar o processo de domesticação e viabilização da atividade para  esta oleaginosa – atentar para o fato que o pinhão manso é uma cultura de ciclo longo.
Nesse sentido, pesquisas diversas estão sendo conduzidas por dedicados pesquisadores ao redor do mundo e ligados a Universidades e Institutos de Pesquisas com o propósito de fornecer as respostas que o setor tanto demanda, sobretudo, ao agricultor, na ponta da cadeia. Já anunciamos várias descobertas interessantes e avanços expressivos rumo à agregação de valor e à maximização dos resultados; graças ao emprego da biotecnologia aplicada na cultura do pinhão-manso. Elaboramos o artigo abaixo objetivando ampliar o conhecimento dos nossos leitores sobre o tema.
Boa leitura!
Aplicações e Avanços na Área da Biotecnologia Vegetal
Todas as formas de melhoramento de plantas envolvem a seleção. Desde há 10.000 anos que este processo se realiza, por meios progressivamente mais científicos, conduzindo a maiores ganhos em produtividade, qualidade e diversidade das plantas exploradas.
As plantas, não possuindo a capacidade de se deslocarem, desenvolveram mecanismos sofisticados de defesa contra herbívoros, patógenos e outros agentes de stress. Alguns produtos do metabolismo secundário das plantas têm forte ação tóxica e podem funcionar como defesas.
Nestes produtos incluem-se, por exemplo, a amidalina (inibe a citrocomo oxidase interrompendo a respiração celular), a nicotina (inseticida potente), cardenólidos (inibidores de Na+-K+), a solanina, psoralenos e muitos outros compostos pouco recomendáveis na alimentação humana e animal.
Ao longo da história da humanidade o homem sempre se utilizou de meios naturais para transformar as características dos vegetais utilizados para satisfazer a alguma necessidade; seja alimentar, energética, de defesa agrícola, de medicamento, de utilidade doméstica, entre outras. Um processo antigo adotado por agricultores, ao longo dos tempos, de forma gradualmente e eficiente, foi o de transformar plantas não comestíveis em comestíveis – por exemplo.
Os princípios estabelecidos por Mendel, no séc. XIX, permitiram dominar o conhecimento sobre o melhoramento convencional por cruzamento e seleção.  Neste caso, uma planta selecionada (progenitora), com as características desejáveis, eram cruzadas com objetivo de gerar, na descendência (plantas filhas), as melhores características. As descobertas de Mendel serviram de base, no futuro, para o entendimento e desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas.
Neste processo são combinados milhares de genes e obtêm-se numerosas variações, reduzindo drasticamente o tempo, que aquela interferência natural do homem levaria para desenvolvimento de uma variedade de sucesso. No caso dos cereais, por exemplo, esse era de até 12 anos; as plantas de ciclo longo, dezenas de anos.
Os conhecimentos adquiridos por pesquisadores do setor, relativo à polinização cruzada, combinados com métodos cada vez mais sofisticados de identificação de características desejáveis, permitiram acelerar este processo.
Mais recentemente, o desenvolvimento da tecnologia de melhoramento de plantas é a moderna biotecnologia.
A biotecnologia envolve a manipulação de processos biológicos para obter produtos úteis A biotecnologia moderna explora, em grande parte, o conhecimento da estrutura do DNA. Atua a nível dos genes, selecionando características de interesse e evitando as não desejáveis – segundo Margarida Oliveira da Faculdade de Ciências de Lisboa.
Os ganhos com biotecnologia de plantas têm reflexo diretos sobre os agricultores, a indústria de processamento, os consumidores, além do meio ambiente. O emprego da biotecnologia no cultivo de plantas permite, por exemplo:  reduzir os custos de produção, com menor consumo de energia, pesticidas, fertilizantes e água; produzir plantas com menor conteúdo de alergênicos ou toxinas; ganho em produtividade e aumento de rendimento por área cultivada; características melhores para armazenamento ou processamento; melhores qualidades nutricionais; entre outras.
Na biotecnologia vegetal, o domínio da cultura in vitro (ou cultura de tecidos) de plantas teve importância crucial. A cultura in vitro compreende a cultura de células, tecidos ou órgãos, em condições de assépsia e meios de cultura artificiais (contendo compostos como água, sais minerais, vitaminas, fonte de carbono e reguladores de crescimento).
Algumas das áreas de aplicação da cultura in vitro incluem a micropropagação, a cultura de meristemas (e produção de plantas isentas de doenças), a embriogênese somática, a variação somaclonal, a seleção in vitro , a cultura de protoplastos e a hibridação somática, de entre outras. Em termos gerais, o emprego dessas tecnologias viabilizou o plantio de mudas em larga escala com qualidade superior (milhares, ou mesmo bilhões) e manutenção da planta-mãe; a defesa vegetal pela transferência da tecnologia para outras fronteiras com eliminação da propagação de doenças; e até mesmo, a recuperação de espécies em vias de extinção.
As potencialidades da cultura de tecidos têm sido exploradas para criar maior variabilidade genética permitindo a obtenção, por exemplo, de indivíduos resistentes ao stress hídrico; com parâmetros melhorados, tais como: produtividade e rendimento no teor de óleo, resistência a pragas, doenças e herbicidas. Ou seja, introduzir, em cultivares de elite, quantidades reduzidas de informação genética que permitiram importar uma ou outra característica de interesse sem perturbar o resto do genoma – as chamadas técnicas de engenharia genética que permitem, dentre outras, obter as espetaculares plantas transgênicas.
Embora as técnicas de criação convencional de indivíduos híbridos, associadas ou não a cultura de tecidos, também permitem gerar indivíduos com combinações de genes que na natureza nunca ocorreriam, os transgênicos são os que tem gerado muita polêmica na sociedade moderna.
Interessante destacar que esta tecnologia recorreu, numa primeira fase, a um agente natural de transformação genética de plantas, o Agrobacterium tumefaciens (uma bactéria natural presente no solo).
Mecanismo de ação da Agrobacterium
O Agrobacterium tem habilidade de detectar uma ferida numa planta, aproximar-se dela e transferir para suas células vegetais uma porção de seu DNA. Esse segmento do DNA da bactéria se integra no núcleo da célula vegetal, restaurando sua cadeia e transferindo uma nova característica  à planta.
Para informações mais detalhadas sobre o assunto sugerimos consultarem um artigo Boletim de Biotecnologia da autora M. Margarida Oliveira do Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências de Lisboa. O título é Aplicaçõese Avanços na Área da Biotecnologia Vegetal. Este artigo foi extraído deste título.
Artigos relacionados:
Links pesquisados:

domingo, 7 de outubro de 2012

Uma nova ciência a serviço (também) do Pinhão-manso


A “Zeronomia” é o nome dado para a nova ciência criada por John Elkington.
John Elkington é o criador do conceito do Tripple Bottom Line ou 3 P’s (Planet, People, Profit) também conhecido como Tripé da Sustentabilidade (Planeta, Pessoas, Lucros). Em seu livro mais recente, “The Zeronauts”, ele busca entender como podemos quebrar o que chama de “barreira da sustentabilidade”. De que forma nove bilhões (ou mais) de seres humanos podem viver decentemente dentro dos limites dos recursos já superexplorados do planeta Terra? Sabemos que os modelos econômicos e sociais atuais não nos permitem ultrapassar essa barreira. O que fazer, ou melhor, como fazer para gerar as mudanças necessárias?
Segundo o autor, três cenários podem ser desenhados para nosso futuro: o primeiro cenário é pessimista, de completo colapso socioambiental ou breakdown. O cenário dois consiste em mudanças positivas dentro do mesmo paradigma ou Change as Usual. O terceiro cenário contempla avanços significativos através da ruptura com os sistemas atuais, ou Breakthrough. Podemos dizer que estamos hoje no segundo cenário: realizando mudanças positivas em busca da sustentabilidade, porém sem alteração radical dos sistemas. A matriz energética mundial ainda é baseada em combustíveis fósseis, as tecnologias produtivas ainda são intensivas em uso dos recursos naturais e na geração de resíduos, faltam habitação e transporte adequados nas grandes cidades, etc. Resumindo, estamos melhorando mas sem conseguir realmente quebrar a “barreira da sustentabilidade”. O terceiro cenário é aquele que devemos almejar e agir para alcançá-lo e o primeiro cenário é para onde definitivamente não queremos ir.
Estamos caminhando para uma nova década de “desintoxicação”. Precisamos mudar nossa mentalidade, atitudes, comportamentos e modelos de avaliação “insustentáveis”. A proposta do autor do livro é que trabalhemos com a meta “zero” para vários setores sociais e econômicos: crescimento populacional, pobreza, poluição, epidemias e proliferação de armas de destruição em massa. John Elkington apresenta diversos cases de empresas, indivíduos e ações colaborativas de diversos setores que estão efetivamente conseguindo mudar nossos paradigmas através da meta “zero”. Um exemplo é a campanha do Greenpeace “Detox our Future” em que empresas como Nike, Adidas, Puma, C&A entre outras se comprometeram à meta de eliminar (zerar) a liberação de elementos químicos e tóxicos na água.
A busca pelo objetivo do “zero” nos dá uma meta arrojada para que possamos pensar “fora da caixa” e promover inovações em nossas formas de viver, produzir, consumir e interagir como sociedade. Quem sabe a “Zeronomia” seja a ciência do futuro, permitindo superar a grande distância que nos separa de uma vida com mais qualidade, em mundo melhor e mais sustentável.
 O livro: “The Zeronauts: Breaking the Sustainalitilty Barrier” Elkington, John. 
O artigo acima foi publicado por Letycia Janot e Maria Fernanda Franco no site Greenstyle do Greenvana.
Pinhão-manso quebrando a barreira da sustentabilidade
O pinhão-manso é a oleaginosa, declarada pelas maiores autoridades no assunto, com a melhor alternativa para produção sustentável de biocombustíveis. Isso se deve, principalmente, ao fato que o mercado mundial para biocombustíveis exige que os critérios de sustentabilidade sejam cumpridos para o setor. Nesse sentido, as características principais do pinhão-manso favorecem o cumprimento dessas premissas e dentre elas destacamos:

  • §   Uso racional do solo e planta não-comestível – pode ser cultivado em terras marginais e consorciado com culturas alimentares, reduzindo o impacto sobre a cadeia alimentar e diversificando renda ao agricultor;
  • §  Recuperação de solos degradados – propriedade que o pinhão-manso possui de promover a recuperação do solo por seu uma planta pioneira;
  • §   Adubação orgânica – o resíduo do pinhão-manso é excelente fertilizante orgânico que pode ser retornado à plantação com redução dos fertilizantes químicos;
  • §   Redução dos GEE’s (Gases de Efeito Estufa) – pelo sequestro de carbono no cultivo e redução das emissões pela substituição do combustível fóssil pelo biocombustível (óleo cru, biodiesel, bioquerosene e outros);
  • §    Eficiência na utilização da água – resistência à seca do pinhão-manso;
  • §   Colheita manual – indicado para a agricultura familiar, sobretudo aquelas localizadas em comunidades rurais isoladas ou não; e
  • §   Viabilidade econômica e diversificação da renda ao agricultor - Alta produtividade com baixo custo de produção – pertinente aos híbridos de alta performance e os avanços em genética, melhoramento, da cultura do pinhão-manso – tendência atual.
     O projeto de cultivo de pinhão-manso em Moçambique, gerido pela Jatropha Alliance, fez um estudo detalhado sobre a sustentabilidade do pinhão-manso. Resultados excelentes foram obtidos com o pinhão manso em Moçambique. Para maiores informações sugerimos que os leitores consultem o relatóriofinal publicado pela Jatropha Alliance no site www.jatropha-alliance.org.
Esta pesquisa ampla sobre o pinhão-manso elaborado pela Jatropha Alliance em Moçambique demonstra que a oleaginosa pode reduzir em até 73% os GEE’s; sob certas condições especiais. As condições especiais descritas no relatório referem-se ao desenvolvimento local de toda a cadeia de valor, ou seja, do processamento da semente ao consumo final do biocombustível no local onde foi cultivado e retorno do resíduo (torta do pinhão-manso) como adubo orgânico para a plantação. Isso significa que a cadeia de valor ficará na própria comunidade local garantindo a sustentabilidade social com a elevação da qualidade de vida dessas famílias, além de preservar os ecossistemas locais.
Outro estudo é mais otimista quanto a redução dos GEE’s com a atividade do pinhão-manso. O estudo foi realizado pela Universidade de Yale e confirmou que o biocombustível produzido a partir do pinhão-manso pode reduzir em até 150% dos GEE’s.
Essas informações ratificam o pinhão-manso como oleaginosa potencial na produção sustentável dos biocombustíveis e suas consequências positivas para o equilíbrio do planeta e garantia das gerações futuras.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Publicações oficiais que revolucionaram o conhecimento sobre a cultura do pinhão manso nos últimos 3 anos


Caros leitores, temos afirmado que a alta tecnologia aplicada no domínio do conhecimento sobre a cultura do pinhão-manso vem provocando verdadeira revolução. Avanços significativos e de grande importância ocorreram nos  últimos 3 anos – 2009, 2010 e 2012.  
Neste post selecionamos algumas dessas valiosas publicações científicas. Elas são o fruto de nossas constantes pesquisas e da contribuição de renomados pesquisadores que frequentemente nos disponibilizam objetivando enriquecer nosso Blog. Agradecemos cada um deles por compartilhá-las com todos nós. Obrigado pela confiança.
Certamente, essa seja a razão do sucesso do nosso Blog. Apesar do seu pouco tempo de existência e por tratar de assunto tão específico nossas estatísticas nos orgulha e nos motiva a continuar esse trabalho. Hoje atingimos 7.415 visualizações com 81 postagens e visitantes de todos os continentes: Americano, Africano, Asiático e Europeu.
Nós, estudantes e interessados na cadeia do pinhão-manso, mais do que nunca, saberemos valorizar e reconhecer os esforços hercúleos dos diversos institutos de pesquisa e desenvolvimento e seus nobres pesquisadores, na solução dos problemas que envolvem a cadeia do pinhão-manso: trazendo respostas desejadas aos agricultores e produtores.
Por meio das informações, veiculadas no Blog “Pinhão Manso News”, estamos tendo o privilégio de acompanhar a evolução histórica dessa promissora oleaginosa. Temos recursos necessários para compreender e reconhecer quão grande é o esforço dos pesquisadores e sua enorme contribuição no desenvolvimento do conhecimento sobre esta cadeia produtiva.
É tanto que, instituições governamentais e não governamentais (ONGs) que buscam soluções para erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável, sobretudo das comunidades rurais isoladas e formadas por pequenos agricultores, estão encontrando, na cadeia do pinhão-manso, uma alternativa viável e promissora. Isso se deve, principalmente, às características específicas do pinhão-manso; indicadas exclusivamente para esse fim. Dentre essas características principais, citamos: manejo simples, colheita manual, podendo ser cultivado em áreas marginais, e – as pesquisas atestam – ter potencial para elevar e diversificar a renda do agricultor pela sua alta produtividade e rendimento em óleo. Todos esses fatores favorecem a agregação de valor à qualidade de vida das famílias desses pequenos agricultores.
Os avanços atuais em pesquisa demonstram,  com propriedade, que o pinhão-manso é uma alternativa confiável para a produção sustentável dos biocombustíveis. Promovendo um retorno justo de recursos para os responsáveis primeiros da cadeia produtiva, descentralizando a renda e contribuindo para a preservação e conservação do meio ambiente do planeta.
Portanto, segue abaixo uma relação de publicações que ratificam nossas afirmações.
Nome da Publicação
Apresentação Pinhão-manso_Seminário do Convênio Embrapa/Petrobras

Colocamos à disposição dos nossos leitores amigos para indicar onde procurar outros trabalhos de pesquisa e publicações sobre a cadeia do pinhão-manso. Temos um arquivo com mais de 500 artigos.