quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Polêmica dos transgênicos aplicações e avanços na área da Biotecnologia Vegetal aplicada também ao pinhão-manso


Caros leitores, em artigos anteriores, abordamos a contribuição da biotecnologia para o desenvolvimento da cadeia produtiva do pinhão-manso. Ela, sem dúvida, é uma das principais tecnologias aplicadas que veio dar um impulso e acelerar o processo de domesticação e viabilização da atividade para  esta oleaginosa – atentar para o fato que o pinhão manso é uma cultura de ciclo longo.
Nesse sentido, pesquisas diversas estão sendo conduzidas por dedicados pesquisadores ao redor do mundo e ligados a Universidades e Institutos de Pesquisas com o propósito de fornecer as respostas que o setor tanto demanda, sobretudo, ao agricultor, na ponta da cadeia. Já anunciamos várias descobertas interessantes e avanços expressivos rumo à agregação de valor e à maximização dos resultados; graças ao emprego da biotecnologia aplicada na cultura do pinhão-manso. Elaboramos o artigo abaixo objetivando ampliar o conhecimento dos nossos leitores sobre o tema.
Boa leitura!
Aplicações e Avanços na Área da Biotecnologia Vegetal
Todas as formas de melhoramento de plantas envolvem a seleção. Desde há 10.000 anos que este processo se realiza, por meios progressivamente mais científicos, conduzindo a maiores ganhos em produtividade, qualidade e diversidade das plantas exploradas.
As plantas, não possuindo a capacidade de se deslocarem, desenvolveram mecanismos sofisticados de defesa contra herbívoros, patógenos e outros agentes de stress. Alguns produtos do metabolismo secundário das plantas têm forte ação tóxica e podem funcionar como defesas.
Nestes produtos incluem-se, por exemplo, a amidalina (inibe a citrocomo oxidase interrompendo a respiração celular), a nicotina (inseticida potente), cardenólidos (inibidores de Na+-K+), a solanina, psoralenos e muitos outros compostos pouco recomendáveis na alimentação humana e animal.
Ao longo da história da humanidade o homem sempre se utilizou de meios naturais para transformar as características dos vegetais utilizados para satisfazer a alguma necessidade; seja alimentar, energética, de defesa agrícola, de medicamento, de utilidade doméstica, entre outras. Um processo antigo adotado por agricultores, ao longo dos tempos, de forma gradualmente e eficiente, foi o de transformar plantas não comestíveis em comestíveis – por exemplo.
Os princípios estabelecidos por Mendel, no séc. XIX, permitiram dominar o conhecimento sobre o melhoramento convencional por cruzamento e seleção.  Neste caso, uma planta selecionada (progenitora), com as características desejáveis, eram cruzadas com objetivo de gerar, na descendência (plantas filhas), as melhores características. As descobertas de Mendel serviram de base, no futuro, para o entendimento e desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas.
Neste processo são combinados milhares de genes e obtêm-se numerosas variações, reduzindo drasticamente o tempo, que aquela interferência natural do homem levaria para desenvolvimento de uma variedade de sucesso. No caso dos cereais, por exemplo, esse era de até 12 anos; as plantas de ciclo longo, dezenas de anos.
Os conhecimentos adquiridos por pesquisadores do setor, relativo à polinização cruzada, combinados com métodos cada vez mais sofisticados de identificação de características desejáveis, permitiram acelerar este processo.
Mais recentemente, o desenvolvimento da tecnologia de melhoramento de plantas é a moderna biotecnologia.
A biotecnologia envolve a manipulação de processos biológicos para obter produtos úteis A biotecnologia moderna explora, em grande parte, o conhecimento da estrutura do DNA. Atua a nível dos genes, selecionando características de interesse e evitando as não desejáveis – segundo Margarida Oliveira da Faculdade de Ciências de Lisboa.
Os ganhos com biotecnologia de plantas têm reflexo diretos sobre os agricultores, a indústria de processamento, os consumidores, além do meio ambiente. O emprego da biotecnologia no cultivo de plantas permite, por exemplo:  reduzir os custos de produção, com menor consumo de energia, pesticidas, fertilizantes e água; produzir plantas com menor conteúdo de alergênicos ou toxinas; ganho em produtividade e aumento de rendimento por área cultivada; características melhores para armazenamento ou processamento; melhores qualidades nutricionais; entre outras.
Na biotecnologia vegetal, o domínio da cultura in vitro (ou cultura de tecidos) de plantas teve importância crucial. A cultura in vitro compreende a cultura de células, tecidos ou órgãos, em condições de assépsia e meios de cultura artificiais (contendo compostos como água, sais minerais, vitaminas, fonte de carbono e reguladores de crescimento).
Algumas das áreas de aplicação da cultura in vitro incluem a micropropagação, a cultura de meristemas (e produção de plantas isentas de doenças), a embriogênese somática, a variação somaclonal, a seleção in vitro , a cultura de protoplastos e a hibridação somática, de entre outras. Em termos gerais, o emprego dessas tecnologias viabilizou o plantio de mudas em larga escala com qualidade superior (milhares, ou mesmo bilhões) e manutenção da planta-mãe; a defesa vegetal pela transferência da tecnologia para outras fronteiras com eliminação da propagação de doenças; e até mesmo, a recuperação de espécies em vias de extinção.
As potencialidades da cultura de tecidos têm sido exploradas para criar maior variabilidade genética permitindo a obtenção, por exemplo, de indivíduos resistentes ao stress hídrico; com parâmetros melhorados, tais como: produtividade e rendimento no teor de óleo, resistência a pragas, doenças e herbicidas. Ou seja, introduzir, em cultivares de elite, quantidades reduzidas de informação genética que permitiram importar uma ou outra característica de interesse sem perturbar o resto do genoma – as chamadas técnicas de engenharia genética que permitem, dentre outras, obter as espetaculares plantas transgênicas.
Embora as técnicas de criação convencional de indivíduos híbridos, associadas ou não a cultura de tecidos, também permitem gerar indivíduos com combinações de genes que na natureza nunca ocorreriam, os transgênicos são os que tem gerado muita polêmica na sociedade moderna.
Interessante destacar que esta tecnologia recorreu, numa primeira fase, a um agente natural de transformação genética de plantas, o Agrobacterium tumefaciens (uma bactéria natural presente no solo).
Mecanismo de ação da Agrobacterium
O Agrobacterium tem habilidade de detectar uma ferida numa planta, aproximar-se dela e transferir para suas células vegetais uma porção de seu DNA. Esse segmento do DNA da bactéria se integra no núcleo da célula vegetal, restaurando sua cadeia e transferindo uma nova característica  à planta.
Para informações mais detalhadas sobre o assunto sugerimos consultarem um artigo Boletim de Biotecnologia da autora M. Margarida Oliveira do Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências de Lisboa. O título é Aplicaçõese Avanços na Área da Biotecnologia Vegetal. Este artigo foi extraído deste título.
Artigos relacionados:
Links pesquisados:

domingo, 7 de outubro de 2012

Uma nova ciência a serviço (também) do Pinhão-manso


A “Zeronomia” é o nome dado para a nova ciência criada por John Elkington.
John Elkington é o criador do conceito do Tripple Bottom Line ou 3 P’s (Planet, People, Profit) também conhecido como Tripé da Sustentabilidade (Planeta, Pessoas, Lucros). Em seu livro mais recente, “The Zeronauts”, ele busca entender como podemos quebrar o que chama de “barreira da sustentabilidade”. De que forma nove bilhões (ou mais) de seres humanos podem viver decentemente dentro dos limites dos recursos já superexplorados do planeta Terra? Sabemos que os modelos econômicos e sociais atuais não nos permitem ultrapassar essa barreira. O que fazer, ou melhor, como fazer para gerar as mudanças necessárias?
Segundo o autor, três cenários podem ser desenhados para nosso futuro: o primeiro cenário é pessimista, de completo colapso socioambiental ou breakdown. O cenário dois consiste em mudanças positivas dentro do mesmo paradigma ou Change as Usual. O terceiro cenário contempla avanços significativos através da ruptura com os sistemas atuais, ou Breakthrough. Podemos dizer que estamos hoje no segundo cenário: realizando mudanças positivas em busca da sustentabilidade, porém sem alteração radical dos sistemas. A matriz energética mundial ainda é baseada em combustíveis fósseis, as tecnologias produtivas ainda são intensivas em uso dos recursos naturais e na geração de resíduos, faltam habitação e transporte adequados nas grandes cidades, etc. Resumindo, estamos melhorando mas sem conseguir realmente quebrar a “barreira da sustentabilidade”. O terceiro cenário é aquele que devemos almejar e agir para alcançá-lo e o primeiro cenário é para onde definitivamente não queremos ir.
Estamos caminhando para uma nova década de “desintoxicação”. Precisamos mudar nossa mentalidade, atitudes, comportamentos e modelos de avaliação “insustentáveis”. A proposta do autor do livro é que trabalhemos com a meta “zero” para vários setores sociais e econômicos: crescimento populacional, pobreza, poluição, epidemias e proliferação de armas de destruição em massa. John Elkington apresenta diversos cases de empresas, indivíduos e ações colaborativas de diversos setores que estão efetivamente conseguindo mudar nossos paradigmas através da meta “zero”. Um exemplo é a campanha do Greenpeace “Detox our Future” em que empresas como Nike, Adidas, Puma, C&A entre outras se comprometeram à meta de eliminar (zerar) a liberação de elementos químicos e tóxicos na água.
A busca pelo objetivo do “zero” nos dá uma meta arrojada para que possamos pensar “fora da caixa” e promover inovações em nossas formas de viver, produzir, consumir e interagir como sociedade. Quem sabe a “Zeronomia” seja a ciência do futuro, permitindo superar a grande distância que nos separa de uma vida com mais qualidade, em mundo melhor e mais sustentável.
 O livro: “The Zeronauts: Breaking the Sustainalitilty Barrier” Elkington, John. 
O artigo acima foi publicado por Letycia Janot e Maria Fernanda Franco no site Greenstyle do Greenvana.
Pinhão-manso quebrando a barreira da sustentabilidade
O pinhão-manso é a oleaginosa, declarada pelas maiores autoridades no assunto, com a melhor alternativa para produção sustentável de biocombustíveis. Isso se deve, principalmente, ao fato que o mercado mundial para biocombustíveis exige que os critérios de sustentabilidade sejam cumpridos para o setor. Nesse sentido, as características principais do pinhão-manso favorecem o cumprimento dessas premissas e dentre elas destacamos:

  • §   Uso racional do solo e planta não-comestível – pode ser cultivado em terras marginais e consorciado com culturas alimentares, reduzindo o impacto sobre a cadeia alimentar e diversificando renda ao agricultor;
  • §  Recuperação de solos degradados – propriedade que o pinhão-manso possui de promover a recuperação do solo por seu uma planta pioneira;
  • §   Adubação orgânica – o resíduo do pinhão-manso é excelente fertilizante orgânico que pode ser retornado à plantação com redução dos fertilizantes químicos;
  • §   Redução dos GEE’s (Gases de Efeito Estufa) – pelo sequestro de carbono no cultivo e redução das emissões pela substituição do combustível fóssil pelo biocombustível (óleo cru, biodiesel, bioquerosene e outros);
  • §    Eficiência na utilização da água – resistência à seca do pinhão-manso;
  • §   Colheita manual – indicado para a agricultura familiar, sobretudo aquelas localizadas em comunidades rurais isoladas ou não; e
  • §   Viabilidade econômica e diversificação da renda ao agricultor - Alta produtividade com baixo custo de produção – pertinente aos híbridos de alta performance e os avanços em genética, melhoramento, da cultura do pinhão-manso – tendência atual.
     O projeto de cultivo de pinhão-manso em Moçambique, gerido pela Jatropha Alliance, fez um estudo detalhado sobre a sustentabilidade do pinhão-manso. Resultados excelentes foram obtidos com o pinhão manso em Moçambique. Para maiores informações sugerimos que os leitores consultem o relatóriofinal publicado pela Jatropha Alliance no site www.jatropha-alliance.org.
Esta pesquisa ampla sobre o pinhão-manso elaborado pela Jatropha Alliance em Moçambique demonstra que a oleaginosa pode reduzir em até 73% os GEE’s; sob certas condições especiais. As condições especiais descritas no relatório referem-se ao desenvolvimento local de toda a cadeia de valor, ou seja, do processamento da semente ao consumo final do biocombustível no local onde foi cultivado e retorno do resíduo (torta do pinhão-manso) como adubo orgânico para a plantação. Isso significa que a cadeia de valor ficará na própria comunidade local garantindo a sustentabilidade social com a elevação da qualidade de vida dessas famílias, além de preservar os ecossistemas locais.
Outro estudo é mais otimista quanto a redução dos GEE’s com a atividade do pinhão-manso. O estudo foi realizado pela Universidade de Yale e confirmou que o biocombustível produzido a partir do pinhão-manso pode reduzir em até 150% dos GEE’s.
Essas informações ratificam o pinhão-manso como oleaginosa potencial na produção sustentável dos biocombustíveis e suas consequências positivas para o equilíbrio do planeta e garantia das gerações futuras.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Publicações oficiais que revolucionaram o conhecimento sobre a cultura do pinhão manso nos últimos 3 anos


Caros leitores, temos afirmado que a alta tecnologia aplicada no domínio do conhecimento sobre a cultura do pinhão-manso vem provocando verdadeira revolução. Avanços significativos e de grande importância ocorreram nos  últimos 3 anos – 2009, 2010 e 2012.  
Neste post selecionamos algumas dessas valiosas publicações científicas. Elas são o fruto de nossas constantes pesquisas e da contribuição de renomados pesquisadores que frequentemente nos disponibilizam objetivando enriquecer nosso Blog. Agradecemos cada um deles por compartilhá-las com todos nós. Obrigado pela confiança.
Certamente, essa seja a razão do sucesso do nosso Blog. Apesar do seu pouco tempo de existência e por tratar de assunto tão específico nossas estatísticas nos orgulha e nos motiva a continuar esse trabalho. Hoje atingimos 7.415 visualizações com 81 postagens e visitantes de todos os continentes: Americano, Africano, Asiático e Europeu.
Nós, estudantes e interessados na cadeia do pinhão-manso, mais do que nunca, saberemos valorizar e reconhecer os esforços hercúleos dos diversos institutos de pesquisa e desenvolvimento e seus nobres pesquisadores, na solução dos problemas que envolvem a cadeia do pinhão-manso: trazendo respostas desejadas aos agricultores e produtores.
Por meio das informações, veiculadas no Blog “Pinhão Manso News”, estamos tendo o privilégio de acompanhar a evolução histórica dessa promissora oleaginosa. Temos recursos necessários para compreender e reconhecer quão grande é o esforço dos pesquisadores e sua enorme contribuição no desenvolvimento do conhecimento sobre esta cadeia produtiva.
É tanto que, instituições governamentais e não governamentais (ONGs) que buscam soluções para erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável, sobretudo das comunidades rurais isoladas e formadas por pequenos agricultores, estão encontrando, na cadeia do pinhão-manso, uma alternativa viável e promissora. Isso se deve, principalmente, às características específicas do pinhão-manso; indicadas exclusivamente para esse fim. Dentre essas características principais, citamos: manejo simples, colheita manual, podendo ser cultivado em áreas marginais, e – as pesquisas atestam – ter potencial para elevar e diversificar a renda do agricultor pela sua alta produtividade e rendimento em óleo. Todos esses fatores favorecem a agregação de valor à qualidade de vida das famílias desses pequenos agricultores.
Os avanços atuais em pesquisa demonstram,  com propriedade, que o pinhão-manso é uma alternativa confiável para a produção sustentável dos biocombustíveis. Promovendo um retorno justo de recursos para os responsáveis primeiros da cadeia produtiva, descentralizando a renda e contribuindo para a preservação e conservação do meio ambiente do planeta.
Portanto, segue abaixo uma relação de publicações que ratificam nossas afirmações.
Nome da Publicação
Apresentação Pinhão-manso_Seminário do Convênio Embrapa/Petrobras

Colocamos à disposição dos nossos leitores amigos para indicar onde procurar outros trabalhos de pesquisa e publicações sobre a cadeia do pinhão-manso. Temos um arquivo com mais de 500 artigos. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Plano decenal do MME prevê crescimento de 4,7% a.a. para o biodiesel


A portaria n° 689 que aprova o Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 - PDE 2020 publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.), possui uma visão integrada da expansão da demanda e da oferta de recursos energéticos no período decenal.
O PDE 2020 define ainda um cenário de referência para implementação de novas instalações na infraestrutura de oferta de energia, que são necessárias para o atendimento aos requisitos de carga, segundo critérios de garantia de suprimento estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Energética.
O Plano indica um consumo final energético que crescerá de 237,7 milhões tep em 2010 para 372 milhões tep em 2020, correspondendo a uma taxa anual média de crescimento de 5,3%. O investimento total requerido para suprir a demanda energética esperada é da ordem de R$ 1.019 bilhões.
A oferta interna de energia elétrica passará de 571,6 TWh em 2011 para cerca de 867,3 TWh em 2020, elevando a oferta interna per capita de 2.959 kWh/hab para 4.230 kWh/hab. A ampliação do acesso à energia elétrica é um indicador expressivo do bem estar das famílias brasileiras.
Neste horizonte decenal, o montante global de investimentos em oferta de energia elétrica será da ordem de R$ 236 bilhões. Boa parte dos investimentos em geração refere-se a usinas já concedidas e autorizadas, entre elas, as usinas com contratos assinados nos leilões de energia nova. Os empreendimentos de geração ainda não concedidos ou autorizados serão responsáveis por R$ 190 bilhões.
O sistema isolado de Manaus/Amapá será conectado ao subsistema Norte a partir de julho/2013 e a interligação Manaus – Boa Vista integrará o estado de Roraima ao SIN em janeiro/2015.
No horizonte decenal as obras de transmissão receberão investimentos de R$ 46 bilhões, assegurando o crescimento do intercâmbio de energia elétrica entre as regiões do país, de forma a possibilitar o atendimento mais eficiente das variações sazonais da oferta de hidroeletricidade.
Nos próximos 10 anos, a produção de petróleo e gás natural será expandida de forma acentuada, aumentando 196,5% e 197,1% respectivamente. O país deverá contar com a adição de 450 km de gasodutos à rede existente. Os investimentos em exploração, produção e oferta de petróleo e gás natural serão da ordem de R$ 686 bilhões no período.
A demanda de biocombustíveis líquidos também se destaca com crescimento médio anual de 9,6% para o etanol e 4,7% para o biodiesel. A geração de emprego e renda no campo, associados à produção de biodiesel, é um fator relevante de reversão de fluxos migratórios de contingentes populacionais das zonas rurais para os grandes centros urbanos, impulsionando a dinamização de economias locais.
Este plano constitui uma referência importante para o setor energético nacional. O ambiente externo incerto ressalta o papel do planejamento decenal para auxiliar na formação das expectativas dos agentes do setor energético brasileiro no sentido de buscar a utilização mais adequada dos recursos nacionais. A ampliação dos investimentos em energia assume uma posição central para a manutenção da atividade econômica e preparação da infraestrutura nacional para a continuidade do crescimento econômico.
A Empresa de Pesquisas Energética atuou como parceira fundamental no desenvolvimento dos estudos que subsidiaram a elaboração do PDE 2020. A participação de empresas e agentes do setor energético, bem como de entidades da sociedade civil e de outros órgãos governamentais, que direta ou indiretamente contribuíram com esse trabalho também foi de grande relevância.
Por Assessoria de Imprensa MME
Link de acesso ao Sumário Executivo do PDEE_2.020:http://www.epe.gov.br/PDEE/20120302_2.pdf
Atente para as páginas: 57, 58 e 68, 69, 70 e 72.


SG Biofuels anuncia a viabilidade econômica do pinhão-manso - destaque em 2012



Veja abaixo os aspectos econômicos creditados ao pinhão-manso, as perspectivas de mercado futuro para o setor e resultados de avanços anunciados por institutos internacionais renomados e por empresa que investe em alta tecnologia para o desenvolvimento da cultura que estão sendo destaque em 2012.
A entrada no mercado de novas cultivares de elite sinaliza que o pinhão-manso será uma das matérias-primas mais promissoras e viáveis para atender a demanda mundial das indústrias de biocombustíveis.
O mercado mundial de biocombustíveis deve chegar a US$ 280 bilhões até 2022, segundo o instituto Pike Research(*). O mercado total de combustível renovável está previsto para crescer sozinho em mais de US$ 100 bilhões ao longo da próxima década, exigindo a produção de mais de 30 bilhões de galões (ou seja, 114 bilhões de litros / 1 galão americano = ~ 3,79 litros) de combustível sustentável por ano. Além disso, estima-se que a indústria bioquímica deva apresentar um crescimento, até 2025, na ordem de US$ 250 bilhões a US$ 500 bilhões. O pinhão-manso tem sido apontado como uma das oleaginosas mais viáveis para atender a essa demanda.
Para atender a demanda anual de 114 bilhões de litros será preciso cultivar  45 milhões de hectares (área equivalente à metade de todo o estado do Mato Grosso e 1,5 maior que a Itália). Isso considerando uma produtividade média de 2,5 toneladas de óleo por hectare ano – entrada das novas cultivares de elite.
A Pike Research prevê que o pinhão-manso contribuirá significativamente para o mercado mundial de biodiesel e bioquerosene até 2014. O relatório da Bloomberg New Energy Finance estima que esta oleaginosa se tornará a primeira cultura energética a atingir paridade de custos com o combustível de aviação à base de petróleo.
Este movimento é em grande parte impulsionado pela viabilidade econômica da cultura. A empresa SG Biofuels anuncia que seus híbridos de elite de pinhão-manso podem produzir óleo bruto a menos de US$ 99 por barril (equivalente a R$ 758,00 por litro – considerando o dólar a R$ 2,02). Isto é o reflexo do melhoramento e do emprego da biotecnologia, aplicados na cultura do pinhão-manso por essa empresa, gerando uma combinação de baixos custos de produção (os custos de utilização do solo são de 10% a 20% menores que os utilizados para culturas alimentares) e aumento no rendimento da cultura.
(*) Pike Reseach é um renomado instituto especializado internacionalmente em pesquisa de mercado, dimensionamento e previsão para o setor de energias renováveis.


domingo, 23 de setembro de 2012

Produtividade pinhão-manso pode atingir a 4.000 litros de óleo por hectare


Novas descobertas indicam que o pinhão-manso tem potencial para alcançar produtividade de 4.000 litros de óleo por hectare.
O pinhão manso vem sofrendo intenso bombardeio em pesquisa, internamente e externamente – para a alegria dos jatrophicultores e da indústria de biocombustível brasileira e estrangeira. Internamente pela aplicação da engenharia genética (com quebra de velhos paradigmas) no que tange, principalmente, à produtividade e resistência a doenças. Externamente, pelo desenvolvimento de técnicas mais apropriadas ao manejo da cadeia produtiva com vista à redução dos custos de produção, prevenção fitossanitária e maior desempenho da plantação.
São tantas pesquisas “pipocando” nos mais diversos institutos de pesquisas comprometidos com o desenvolvimento do pinhão-manso que, em relativo pouco tempo, as informações sobre a planta vem sofrem mudanças rápidas: algumas até expressivas. As informações sobre a cultura sofre alteração numa velocidade, algumas vezes, impressionantes.
Exemplo:
Em 2007 a produtividade do pinhão-manso era inferior a 2.000kg de grãos/ha. Hoje, graças à transferência de tecnologia para a cultura, num ritmo cada vez mais acelerado, se tem afirmado que a planta pode atingir 8.000kg de grãos/ha.
No que tange à produtividade em óleo, o salto é 470%: de 670 a 700 litros de óleo/há, em 2007, para até 4.000 litros de óleo/ha – entendimento atual.
Todo esse potencial estimado tem explicação e é o reflexo de conquistas alcançadas sobre determinados  caracteres agronômicos desejáveis estratégicos para os setores mais interessados: os agricultores e a indústria dos biocombustíveis.
Essas novas perspectivas que se abrem são graças ao emprego da seleção de materiais genéticos superiores com elevado rendimento, associado ao domínio do sistema de produção; aplicação de métodos de seleção massal; melhoramento genético monitorado (Seleção Assistida por Marcadores – SAM); clonagem; e emprego de reguladores do crescimento, entre outros.
Em 2011, o pesquisador mexicano Vítor Pecina Quintero identificou um acesso de pinhão-manso, proveniente da América Latina, com teor de óleo no grão de 50%. Essa descoberta contribuirá, no futuro para o salto na produtividade de óleo por hectare anunciado acima (470%).
Comparável ao que se anunciava em 2007, acessos que apresentavam teor de óleo de até 35%, o ganho adicional é de 15%. Considerando o pinhão-manso uma cultura perene o aumento é muito bom.
Restam aos pesquisadores transferir, para uma mesma planta, essas duas variabilidades genéticas: produtividade de 8.000 kg de grão/ha e 50% de teor de óleo. Se esses caracteres se reproduzirem no campo, seguramente a viabilidade econômica da cultura estará bem mais próxima.
Peso do Grão e Amêndoa
Outros caracteres agronômicos de interesse para a cadeia produtiva do pinhão-manso são o peso do grão e o da amêndoa. Essas características dependem da taxa de acúmulo de matéria seca durante o estádio de enchimento de grãos, que é determinado pela expressão dos genes e que também sofre influência do ambiente de cultivo. Melhorias nas condições de cultivo, proporcionadas pela calagem em área total e pela adubação química em cobertura resulta em ganhos de peso no grão e na amêndoa.
Um trabalho desenvolvido pela Embrapa Rondônia, intitulado “Eficiência da seleção para incremento do teor de óleo do pinhãomanso” demonstrou a influência da interação de genótipos superiores entre si no ganho em teor de óleo e peso do grão e amêndoa.
Relata o trabalho: “A seleção de genótipos superiores pode se basear em uma única característica ou considerar um conjunto de atributos favoráveis para o desenvolvimento de um produto final de qualidade superior.
Observação: Para os interessados em aprofundar seu conhecimentos sobre as pesquisas atuais e anteriores sugerimos pesquisar também no link abaixo: www.jatropha.pro/publications.htm
O site apresenta mais de 490 publicações sobre o pinhão-manso no Brasil e no Mundo.
Fonte de Pesquisa:
Embrapa Rondônia