domingo, 23 de setembro de 2012

Produtividade pinhão-manso pode atingir a 4.000 litros de óleo por hectare


Novas descobertas indicam que o pinhão-manso tem potencial para alcançar produtividade de 4.000 litros de óleo por hectare.
O pinhão manso vem sofrendo intenso bombardeio em pesquisa, internamente e externamente – para a alegria dos jatrophicultores e da indústria de biocombustível brasileira e estrangeira. Internamente pela aplicação da engenharia genética (com quebra de velhos paradigmas) no que tange, principalmente, à produtividade e resistência a doenças. Externamente, pelo desenvolvimento de técnicas mais apropriadas ao manejo da cadeia produtiva com vista à redução dos custos de produção, prevenção fitossanitária e maior desempenho da plantação.
São tantas pesquisas “pipocando” nos mais diversos institutos de pesquisas comprometidos com o desenvolvimento do pinhão-manso que, em relativo pouco tempo, as informações sobre a planta vem sofrem mudanças rápidas: algumas até expressivas. As informações sobre a cultura sofre alteração numa velocidade, algumas vezes, impressionantes.
Exemplo:
Em 2007 a produtividade do pinhão-manso era inferior a 2.000kg de grãos/ha. Hoje, graças à transferência de tecnologia para a cultura, num ritmo cada vez mais acelerado, se tem afirmado que a planta pode atingir 8.000kg de grãos/ha.
No que tange à produtividade em óleo, o salto é 470%: de 670 a 700 litros de óleo/há, em 2007, para até 4.000 litros de óleo/ha – entendimento atual.
Todo esse potencial estimado tem explicação e é o reflexo de conquistas alcançadas sobre determinados  caracteres agronômicos desejáveis estratégicos para os setores mais interessados: os agricultores e a indústria dos biocombustíveis.
Essas novas perspectivas que se abrem são graças ao emprego da seleção de materiais genéticos superiores com elevado rendimento, associado ao domínio do sistema de produção; aplicação de métodos de seleção massal; melhoramento genético monitorado (Seleção Assistida por Marcadores – SAM); clonagem; e emprego de reguladores do crescimento, entre outros.
Em 2011, o pesquisador mexicano Vítor Pecina Quintero identificou um acesso de pinhão-manso, proveniente da América Latina, com teor de óleo no grão de 50%. Essa descoberta contribuirá, no futuro para o salto na produtividade de óleo por hectare anunciado acima (470%).
Comparável ao que se anunciava em 2007, acessos que apresentavam teor de óleo de até 35%, o ganho adicional é de 15%. Considerando o pinhão-manso uma cultura perene o aumento é muito bom.
Restam aos pesquisadores transferir, para uma mesma planta, essas duas variabilidades genéticas: produtividade de 8.000 kg de grão/ha e 50% de teor de óleo. Se esses caracteres se reproduzirem no campo, seguramente a viabilidade econômica da cultura estará bem mais próxima.
Peso do Grão e Amêndoa
Outros caracteres agronômicos de interesse para a cadeia produtiva do pinhão-manso são o peso do grão e o da amêndoa. Essas características dependem da taxa de acúmulo de matéria seca durante o estádio de enchimento de grãos, que é determinado pela expressão dos genes e que também sofre influência do ambiente de cultivo. Melhorias nas condições de cultivo, proporcionadas pela calagem em área total e pela adubação química em cobertura resulta em ganhos de peso no grão e na amêndoa.
Um trabalho desenvolvido pela Embrapa Rondônia, intitulado “Eficiência da seleção para incremento do teor de óleo do pinhãomanso” demonstrou a influência da interação de genótipos superiores entre si no ganho em teor de óleo e peso do grão e amêndoa.
Relata o trabalho: “A seleção de genótipos superiores pode se basear em uma única característica ou considerar um conjunto de atributos favoráveis para o desenvolvimento de um produto final de qualidade superior.
Observação: Para os interessados em aprofundar seu conhecimentos sobre as pesquisas atuais e anteriores sugerimos pesquisar também no link abaixo: www.jatropha.pro/publications.htm
O site apresenta mais de 490 publicações sobre o pinhão-manso no Brasil e no Mundo.
Fonte de Pesquisa:
Embrapa Rondônia

domingo, 16 de setembro de 2012

As 15 Perguntas e Respostas sobre o pinhão-manso que você sempre quis saber


Esse post " As 15 perguntas e respostas sobre pinhão-manso" foi elaborado pela Coordenadora de Assistência Técnica Integral -  CATI do Governo do Estado de São Paulo. O objetivo é orientar produtores interessados em cultivar pinhão-manso. 
É importante destacar que o pinhão-manso, como qualquer outra cultura, apresenta desenvolvimento das plantas e produtividade diferentes; conforme a região onde está sendo cultivado - considerando um mesmo padrão de manejo. No caso deste post, os dados informados referem-se a uma determinada região do Estado de São Paulo. Para saber qual é o resultado para sua região sugerimos consultar técnicos especializados ou instituições de pesquisas agronômicas.
1- O que é pinhão-manso?
O pinhão-manso (Jatropha curcas L.), pinhão-da-índia, pinhão-de-purga, pinhão-de-cerca, pinhão-dos-barbados, pinhão-branco, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, purgante-de-cavalo, figo-do-inferno, mandobi-guaçu, medicineira, pinhão-croá, purgueira ou, simplesmente, purga são todos os nomes da mesma planta. Ele é uma espécie da família das euforbiáceas, a mesma da mandioca, seringueira e mamona. Trata-se de um arbusto grande, com altura variando entre 3 e 5m, rústico, com origem na América tropical, de onde foi levado pelos navegadores portugueses para todas as demais partes tropicais do mundo.
2-  Qual a sua utilidade?
O pinhão-manso foi, por muito tempo, usado como cerca viva e quebra-vento, em virtude da rapidez de seu crescimento, tanto na altura quanto no diâmetro de seu caule. No entanto, foi o alto teor de óleo de suas sementes, entre 35 e 38%, aliado à característica de queimar sem liberar fumaça, que fizeram dele um dos mais conhecidos biocombustíveis de origem tropical. Já foi muito usado em candeeiros domésticos e em iluminação pública e é, ainda, usado na fabricação de sabões para uso doméstico. Na medicina humana e veterinária é usado como purgante, além de ser útil na indústria de produtos químicos derivados do seu óleo.
3-    No Brasil onde ocorre o pinhão-manso?
O pinhão-manso foi, por muito tempo, usado como cerca viva e quebra-vento, em virtude da rapidez de seu crescimento, tanto na altura quanto no diâmetro de seu caule. No entanto, foi o alto teor de óleo de suas sementes, entre 35 e 38%, aliado à característica de queimar sem liberar fumaça, que fizeram dele um dos mais conhecidos biocombustíveis de origem tropical. Já foi muito usado em candeeiros domésticos e em iluminação pública e é, ainda, usado na fabricação de sabões para uso doméstico. Na medicina humana e veterinária é usado como purgante, além de ser útil na indústria de produtos químicos derivados do seu óleo.
4-    No Brasil onde ocorre o pinhão-manso?
Ocorre naturalmente em diversos Estados brasileiros onde é comum ser encontrado como cerca de divisas e, nos quintais mais antigos, próximo a antigas moradias, onde era usado como fonte caseira de óleo para queimar. Nos Estados que fazem divisa com a República do Paraguai é muito comum, inclusive em aldeias indígenas.
5-    Quais as características dessa planta?
É uma planta arbórea de rápido crescimento, semidecídua, ou seja, possui folhas que caem em determinada época do ano. As folhas, verde-escuras e brilhantes, apresentam recortes nos bordos e formato de palmas. Apresenta dois tipos de flores (femininas e masculinas) de cor amarelo-esverdeada. A florada é longa, sendo a polinização feita por abelhas e outros insetos. Cada inflorescência, em forma de cacho, dá origem a 10 ou mais frutos. Os frutos são cápsulas ovóides, achatadas nas extremidades, com 2,5 a 3,0 cm de comprimento por 1,8 a 2,2 cm de largura. As sementes secas têm entre 1,5 a 2,0 cm de comprimento por 1,0 a 1,3 cm de largura. O tegumento é rijo e quebradiço e uma película branca cobre a amêndoa, rica em óleo.
6-    O óleo do pinhão-manso pode ser usado como combustível de motores?
Sim. Como todos os óleos ou graxas, ele pode ser usado na produção de biodiesel. Este se obtém a partir de uma reação química entre um álcool e um lipídio, na presença de um catalisador. Há notícias do uso de seu óleo in natura, em substituição ao óleo diesel durante a última guerra, com resultados satisfatórios.
7-  Quais as vantagens do pinhão-manso sobre as outras culturas?
Sendo uma planta arbórea pode ser instalada em terrenos que não sejam propícios à motomecanização, como áreas montanhosas, encostas, etc. Por contribuir com o aumento da área reflorestada, ajuda no seqüestro de carbono, reduzindo o efeito estufa.
8-    Como é feita a multiplicação do pinhão-manso?
O pinhão-manso pode ser multiplicado por meio de sementes, por estacas provenientes da poda de árvores adultas ou por micropropagação “in vitro” ou cultura de tecidos. As sementes podem ser plantadas diretamente no campo ou gerarem mudas para posterior plantio, o que é mais seguro. As estacas podem ser enraizadas em sacolas plásticas com substrato ou, também plantadas em covas diretamente no campo.
Esse tipo de estaca não confere à planta uma raiz pivotante, o que é uma desvantagem.
As mudas de laboratório devem ir ao campo bem enraizadas e em sacolas com substrato. Qualquer que seja o método escolhido, as árvores matrizes destinadas a serem fornecedoras de sementes ou estacas, devem ser de origem conhecida, livres de doenças, bastante produtivas e com alto teor de óleo na semente.
9-    Qual é o espaçamento recomendado para o plantio no campo?
Diversos são os espaçamentos indicados para o plantio. Em solos de pouca fertilidade, indica-se o espaçamento de 3 x 3 m ou 3 x 2 m, e nos terrenos mais férteis a indicação é de 4 x 3 m ou 4 x 4 m. Devem-se preferir os espaçamentos maiores, para evitar o sombreamento das plantas, uma vez que a espécie é bastante exigente em sol, além de facilitar os tratos culturais mecanizados.
10- Como deve ser o solo para o plantio?
Esta é uma cultura que não prospera em solos encharcados. Os solos escolhidos devem ser permeáveis, com boa consistência física e baixa compactação. Devem ser corrigidos em área total, elevando se o pH a 5,5.
11- Há necessidade de correção do solo e adubação?
Em se tratando de plantio comercial, busca-se sempre alta produtividade. Por isso é preciso fazer análise de solo e, em função da interpretação de resultados, proceder às correções aplicando-se calcário, de preferência o dolomítico, em área total, elevando o índice de saturação por bases a 60%. Quanto às adubações, também serão recomendadas em função da análise de solo. Porém, no plantio, em qualquer situação, é sempre recomendável a aplicação de 20 litros de esterco de curral por cova ou equivalente, além das adubações minerais de fundo, com fósforo e potássio.
12- Quando e como deve ser o plantio definitivo?
A época correta para o plantio é no período das chuvas, ou seja, nos meses de outubro a fevereiro, em covas previamente preparadas e marcadas em nível, evitando-se problemas com erosão nos primeiros anos da cultura. Os plantios podem ser feitos abrindo-se somente as covas em áreas de pastagens degradadas, pedregosas ou de topografia inclinada, corrigindo-se o solo nas covas e, anualmente, em toda a área de maneira superficial.
13- Qual é a produção?
A primeira colheita dá-se já no primeiro ano, de início pequena, aumentando ao longo das sucessivas safras, até estabilizar a produção: o que ocorre entre os 5 e 6 anos de idade da planta. Poderá produzir, em média, 6 a 7 toneladas de amêndoas por hectare, sempre no primeiro semestre do ano, em três ou quatro colheitas. As amêndoas possuem de 35 a 38% de óleo, gerando produtividades em torno de 2.400 kg de óleo por hectare. O subproduto é uma torta rica em nitrogênio, fósforo e potássio, portanto, um excelente adubo. No futuro, se inativados os seus princípios tóxicos, a torta poderá ser fornecida aos animais. A casca é excelente fornecedora de energia e pode ser queimada em fornalhas de caldeiras.
14- Como é feita a colheita do pinhão-manso?
A colheita é feita manualmente fazendo-se vibrar (chacoalhar) o pé ou os ramos, o que provoca a queda dos frutos maduros. Recomenda-se colocar “panos” sobre o solo, semelhantes aos usados na colheita do café, para facilitar a coleta. Em seguida, são levados a um terreiro, ou secador, para completar a perda de umidade, antes de serem armazenados. Atualmente a colheita semi-mecanizada vem sendo testada com sucesso utilizando-se as máquinas de derriçar azeitonas e café, que funcionam por abanamento da árvore e dos ramos. A colheita mecanizada ainda não é viável devido às características de frutificação e amadurecimento irregular dos frutos. 
15- Há trabalhos realizados em São Paulo com o pinhão-manso?
Sim. Há pesquisas em andamento no IAC, em universidades e na iniciativa privada. A CATI, por intermédio do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), tem plantas matrizes e está formando áreas para servirem como produtoras de sementes em diversas regiões do estado, e encontra-se aparelhada e em condições tecnológicas e pessoais de produzir mudas, também por cultura de tecidos.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones e email abaixo:
Telefones: (16) 3626-0235 ou 3626-2659 e (19) 3743-3825
Email: cps_ex@cati.sp.gov.br

sábado, 15 de setembro de 2012

Besouro provoca doença em plantações de pinhão-manso no Estado de São Paulo



O Besouro Cophes notaticeps, identificado pela Embrapa, é o responsável pela doença broca-do-pinhão-manso.
Pesquisadores da Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa, identificaram na região um inseto-praga, vulgarmente conhecido como broca-do-pinhão-manso, atacando plantas de Jatropha curcas (pinhão-manso). Com relato de ocorrência em São Paulo, o besouro Cophes notaticeps, da família Curculionidae, foi observado em áreas experimentais e no banco de germoplasma da Unidade, localizada em Planaltina-DF.
Assim como a maioria das brocas, a fêmea do inseto perfura o tronco com o aparelho bucal, coloca seus ovos neste espaço e após a eclosão as larvas penetram no tronco e se alimentam dos tecidos internos da planta. “Com isso, os vasos que transportam a seiva vão sendo interrompidos e as plantas acabam morrendo As galerias internas feitas pelas larvas tornam a planta frágil eum vento forte é capaz de quebrar as plantas”, explica o pesquisador Charles Martins de Oliveira.
Como na região do Cerrado ainda não existe uma área comercial de pinhão-manso, os prejuízos econômicos com a praga não são significativos. De acordo com o pesquisador Alexei Dianese, a praga pode ser considerada de grande potencial para se tornar um problema sério para os produtores, devidos aos danos que pode causar.
Controle 
O controle da praga, por enquanto, está sendo feito por meio de tratos culturais. Ao verificar a ocorrência de larvas, as plantas estão sendo arrancadas e destruídas. Essa é a forma de não deixar que as larvas se transformem em besouros adultos que podem colonizar outras plantas. Um controle com medidas preventivas só será possível após estudos sobre as épocas de ocorrência e dinâmica populacional da praga na região.

Em outubro, os pesquisadores Alexei Dianese e Charles Martins de Oliveira, em parceria com professora Marina Regina Frizzas da Universidade de Brasília (UnB), iniciam as pesquisas que vão investigar as áreas de procedência das fêmeas do besouro e o período de chegada na região. Com esse tipo de informação é possível determinar qual o momento ideal para agir e por quanto tempo a medida de controle deve ser utilizada. 
“Se soubermos a época do ano em que as fêmeas do besouro chegam nas plantas, poderemos tomar medidas preventivas”, afirma Charles Martins de Oliveira. Uma medida poderá ser a utilização de armadilhas feitas de garrafas Pet's com material vegetal em fermentaçãopara tentar atrair os insetos que acabam presos no recipiente, permitindo o monitoramento da população. Essas armadilhas já foram testadas e têm eficácia comprovada para outras besouros da família Curculionidae. 
O levantamento das pragas e doenças no pinhão-manso na região do Distrito Federal é uma atividade desenvolvida pelos pesquisadores da Embrapa Cerrados Alexei Dianese e Charles Martins de Oliveira no projeto de pesquisa liderado pela Embrapa Agroenergia (Brasília-DF). Participam do projeto 21 instituições, sendo 15 unidades da Embrapa, 5 universidades e uma Empresa de Pesquisa Agropecuária estadual. 
Liliane Castelões   (16.613 MtB/RJ) 
Embrapa Cerrados 
(61) 3388-9945 

sábado, 1 de setembro de 2012

UNESP pesquisa clonagem do pinhão manso para gerar mudas com fidelidade genética e livres de patógenos


Pesquisa (em andamento) conduzida pelo pesquisador Henrique Curi Penna sob a responsabilidade do pesquisador Isaac Strinqueta Machado da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Estadual Paulista – UNESP objetiva elaborar um protocolo laboratorial e fluxograma que acelere a produção de mudas de pinhão manso com vistas a uniformidade anatômica do estande, fidelidade genética de matrizes selecionadas e livres de fitopatógenos endógenos (limpeza clonal) com características desejáveis para atender a toda  sua cadeia produtiva e permitir maior acessibilidade gerada pela maior oferta de mudas aos agricultores.
Veja um resumo do projeto de pesquisa a seguir.
A utilização do pinhão-manso na produção de biodiesel é bastante promissora para o setor do agronegócio; as potencialidades da espécie são diversas, tais como adaptação às regiões marginais inaptas a outras culturas, além de seus princípios ativos medicinais de comprovada eficácia. Além disso, contribui também para a conservação do meio ambiente por ser biomassa renovável, sequestradora de CO2 da atmosfera, e tudo aliado à capacidade de proteger os solos contra erosão e lixiviação de nutrientes. Contudo, estima-se que serão necessários entre 2 a 5 anos para que se tenham as primeiras cultivares melhoradas; a micropropagação pode acelerar os métodos convencionais de propagação vegetativa e auxiliar no desenvolvimento e multiplicação dos genótipos elite selecionados nos programas de melhoramento vegetal. Porém, a literatura científica pertinente é escassa e faltam dados de pesquisa com mudas de pinhão-manso produzidas in vitro. Este trabalho tem como objetivo, o desenvolvimento de protocolo laboratorial para a micropropagação de pinhão manso (Jatropha curcas L.), através da multiplicação de brotações por meio da proliferação de gemas axilares e apicais; coletadas de matrizes promissoras selecionadas em banco de germoplasma ex vitro do DRN/FCA/Unesp-Botucatu/SP. Para avaliação da indução da multiplicação de brotações, serão comparados os reguladores vegetais Benzilaminopurina (BAP) e Cinetina (KIN), em diferentes concentrações e balanceamentos, adicionados ao meio nutritivo basal de Murashige & Skoog: 0,50 mg.L-1 de BAP (T1), 1,00 mg.L-1 de BAP (T2), 2,00 mg.L-1 de BAP (T3), 3,00 mg.L-1 de BAP (T4) e 0,5 mg.L-1 de KIN (T5); 1,00 mg.L-1 de KIN (T6), 2,00 mg.L-1 de KIN (T7), 3,00 mg.L-1 de KIN (T8); todos os tratamentos serão suplementados com a auxina Ácido Indolil-butírico (AIB) na concentração de 0,25 mg.L-1. Após tratamento de desinfestação e proteção antioxidante, gemas axilares e apicais selecionadas serão inoculadas nos diferentes tratamentos, em condições assépticas da câmara de fluxo laminar, e, em seguida, dispostas em sala de crescimento sob condições ambientais controladas. Os resultados poderão permitir elaboração de protocolo laboratorial e fluxograma da produção de mudas com maior rapidez, uniformidade anatômica do estande, fidelidade genética às matrizes selecionadas, e limpeza de possíveis fitopatógenos endógenos (limpeza clonal); características desejáveis para o setor produtivo agroindustrial e possibilidade de inclusão de pequenos produtores rurais, pela maior acessibilidade gerada pela maior oferta de mudas. (AU)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pinhão Manso é alternativa para produção de biocombustível no Amazonas



Pinhão manso é objeto de pesquisa também no estado do Amazonas. Reproduzimos abaixo o post publicado pela site da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas em abril de 2012.
A busca por alternativas para a produção de biocombustíveis tem gerado um grande número de pesquisas realizadas por institutos e universidades de todo o país. Aqui, no Amazonas, não é diferente. Nos últimos anos, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) , vem investindo R$ 3 milhões em atividades de pesquisa e projetos na área de biocombustíveis via Programa de Apoio à Pesquisa em Biocombustíveis no Amazonas (Biocom).
Uma destas pesquisas tem como ponto de partida o pinhão manso  (Jatropha curcas L., Euphorbiaceae), uma planta oleaginosa de alto interesse para geração de biocombustível no Brasil.
A planta é um arbusto que apresenta características potenciais desejáveis como o rendimento de grãos e óleo para produção de biodiesel, alta adaptabilidade, precocidade de produção e longevidade podendo ser cultivada como alternativa a agricultura familiar, mas que ainda necessita de estudos para se chegar a plantas adaptadas para o cultivo em larga escala, o que é um dos principais desafios que norteiam as pesquisas com a espécie.
Segundo o coordenador do projeto, Fábio Medeiros Ferreira, que é vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam/Itacoatiara), após um ano de pesquisas os resultados mostram que a espécie possui uma estreita base genética, sendo necessária a introdução de espécies de outras regiões e até de outros países para maximizar a diversidade e a variabilidade da planta aqui na região.
“Atualmente, a pesquisa está voltada para a aquisição de recursos genéticos e melhoramento das espécies por meio da genética, além do cruzamento de espécies direcionando estes esforços para a implantação de um sistema de produção adequado as nossa realidade e região”, explicou Ferreira.
Produção local
A pesquisa mantém dois experimentos na rodovia AM-010, município de Itacoatiara (AM), a 176 quilômetros de Manaus, onde agricultores já cultivam mais de 20 mil árvores de pinhão distribuídas em torno de 15 hectares. No local, está sendo acompanhado o desenvolvimento produtivo de árvores plantadas, cujos dados são comparados a outras árvores cultivados simultaneamente no Estado de Rondônia.
“Nestes experimentos, analisamos a evolução da planta a partir do tipo de adubação, o tipo de irrigação, capina e o controle de pragas e doenças, tudo para mensurar e garantir uma produção regular de frutos garantindo uma alta performance”, afirmou. A perspectiva do pesquisador é de que, num período não tão longo, consiga definir uma tecnologia que possa ser transferida aos agricultores para o cultivo da espécie e, consequentemente, a produção do biodiesel”, disse o pesquisador.
Ganho acadêmico
Além dos avanços nos resultados, o projeto também gera um ganho importante para a formação de recursos humanos, pois envolve a formação de mestres doutores e estudantes de graduação, por meio de projetos interligados a pesquisa com pinhão manso.
“Na unidade da Ufam, em Itacoatiara/AM, já existe hoje um grande um número grandes de bolsistas de Iniciação Científica e professores desenvolvendo projetos. Este apoio é primordial para que o interior do estado possa garantir seu desenvolvimento em pesquisa em relação a outras regiões do País”, destacou Ferreira.
Para o engenheiro químico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), o cultivo do pinhão manso é viável. “Se este grupo conseguir domesticar essa planta o trabalho vai dar frutos bem interessantes. A grande questão para o estudo aqui, no Amazonas, ainda é a domesticação e o melhoramento genético. O grupo aqui ainda está num trabalho inicial, ainda é cedo para dizer se vai ou não dar certo, mas as expectativas são sempre boas, principalmente quando se trata de pesquisas sérias”, destacou.
O trabalho foi um dos apresentados durante o Seminário de Avaliação Parcial do Biocom realizado na última quarta-feira, 25/04, em Manaus, no qual foram avaliados seis projetos em andamento sobre pesquisas voltadas para a área de biocombustíveis.
Sobre o Biocom

O Programa de Apoio à Pesquisa em Biocombustíveis no Amazonas (Biocom) consiste em apoiar, com auxílio-pesquisa e bolsas de estudos, pesquisadores interessados em desenvolver estudos científicos e inovação tecnológica voltados para o setor de biocombustíveis, resultado de um convênio celebrado entre a Fapeam e o CNPq.
Fonte link: http://www.secti.am.gov.br/noticia.php?cod=7754

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Institutos de pesquisa brasileiros reforçam a superioridade do pinhão-manso sobre a soja como alternativa para os biocombustíveis

O biocombustível (combustíveis produzidos a partir de fontes renováveis) tem ganho muito espaço na matriz energética brasileira. Porém, o desenvolvimento de processos que viabilizem o uso, e a diminuição dos custos de utilização dessas fontes alternativas, é ainda uma barreira a ser vencida.
Uma iniciativa para torná-las uma solução viável do ponto de vista econômico é o projeto de pesquisa Aproveitamento integral da semente do pinhão-manso para a obtenção de biodiesel. Apoiado pela Fapesp, o trabalho concluiu que o pinhão-manso (Jatropha curcas), árvore da família das euforbiáceas e bastante comum no Brasil, pode ser excelente opção renovável.
O pesquisador Kil Jin Park, da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas FEAGRI/Unicamp), diz que a cadeia produtiva de biodiesel é composta em torno de 85% pelo óleo de soja. A introdução do óleo de pinhão-manso poderia, portanto, ajudar a evitar possíveis desabastecimentos, visto que a soja é primordialmente direcionada para fins alimentícios.
“O óleo das sementes do pinhão-manso é facilmente extraído por prensagem contínua e pode ser convertido em biodiesel por meio de transesterificação, inclusive pela rota etílica. Existe a possibilidade também da extração do óleo por solvente, com maior rendimento e consequente produção de farelo”, afirma.
Além de possuir alto teor de óleo, o pinhão-manso torna-se bastante nutritivo após passar por tratamento de detoxicação das sementes, para isentá-las de compostos tóxicos como os ésteres de forbol, que são inflamatórios naturalmente presentes em sua composição. Esse processo possibilita seu uso também como ração animal. 
Fonte: Ambiente Energia

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

EMBRAPA destaca que a produtividade do pinhão-manso pode atingir 3.500 kg de óleo/ha


Domínio tecnológico, escala de produção e logística de transporte e utilização são as três condições básicas para que uma cultura se torne matéria-prima para a produção de biodiesel. Com essas palavras, o pesquisador da Embrapa Agroenergia Bruno Laviola iniciou as discussões sobre o pinhão-manso no I Fórum Capixaba de Pinhão-manso, que aconteceu ontem, 17 de julho, em Guarapari/ES, em paralelo ao V Congresso Brasileiro de Mamona e o II Simpósio Internacional de Culturas Oleaginosas.
Com relação ao domínio tecnológico, Laviola apresentou o estágio de desenvolvimento das ações do Projeto Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Pinhão-manso para Produção de Biodiesel – BRJATROPHA – coordenado pela Embrapa Agroenergia, com a participação de 16 unidades da Empresa, cinco universidades e uma empresa estadual de pesquisa, além do apoio da Finep.
O pesquisador destacou as ações de melhoramento genético, desenvolvimento de sistema de produção, introdução de materiais genéticos de outros países, métodos biotecnológicos para avaliação das diferenças entre os diversos materiais existente no banco de germoplasma (BAG) e os trabalhos para aproveitamento da torta para alimentação animal.
Laviola mostrou que, apesar haver pouca variabilidade genética nos acessos do BAG, os resultados obtidos nas avaliações anuais demonstram potencial com a produção de grãos variando de 4.000 a 9.000 Kg/ha, e de óleo de 1.500 a 3.500 Kg óleo/ha.
“Os experimentos conduzidos nas diferentes regiões brasileiras estão permitindo reunir informações para definir os sistemas de produção mais adequados. Esperamos que este trabalho esteja concluído até 2015”, diz Laviola. Estas informações irão dar subsídios aos governos e à iniciativa privada na implantação das lavouras e das unidades produtivas.
Em relação à logística, Laviola comentou que “diversos plantios de pinhão-manso foram abandonados por terem sido implantados em regiões onde não havia fábricas de biodiesel, o que inviabilizou a utilização da matéria-prima”.
Destoxificação da torta
Quanto ao aproveitamento dos subprodutos do pinhão-manso para alimentação animal, estão em desenvolvimento pesquisas para destoxificar a torta resultante do processo de extração, que apresenta substâncias tóxicas, entre elas a curcina e os ésteres de forbol, e outras que provocam alergia, como as albuminas 2S.
A pesquisadora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) Olga Machado diz que os trabalhos iniciaram-se, em 2010, com isolamento da toxina e dos alérgenos. “O uso da torta na alimentação animal e o manuseio seguro da mesma são dependentes de processos de inativação dessas substâncias”, enfatiza a pesquisadora. Para validar estes processos é necessário que existam métodos seguros e sensíveis. “Já desenvolvemos um método biológico para detectar a atividade da curcina e a resposta provocada pelos alérgenos. Os testes são feitos utilizando cultura de células”, explica.
“Agora que já descobrimos as substâncias que provocam alergia estamos trabalhando para entender os mecanismos de ação desses compostos e no futuro desenvolver cultivares que não causem alergia”, reforça Olga Machado.
Pólo do pinhão-manso
O Espírito Santo foi o primeiro estado brasileiro a criar oficialmente um programa de apoio ao pinhão-manso. Em 2011, instituiu o Polo de Pinhão-manso com objetivo de dar sustentabilidade ao programa de pesquisa e produção de culturas oleaginosas potenciais para atender o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Além disso, pretende viabilizar a produção de grãos, organizar as políticas públicas e esforços privados e promover a diversificação agrícola, gerando emprego e renda no campo e na cidade, explica o pesquisador do Incaper Márcio Adonis.
A previsão é que, até 2014, sejam implantados 13 mil hectares com a cultura em 30 municípios onde será produzida matéria-prima para alimentar uma usina de biodiesel. Existe uma parceria entre o Incaper, Instituto Federal de Educação do Espírito Santo (IFES), a Embrapa e o Nòvabra na validação de tecnologias e genótipos adaptados com a cultura para o Estado.
A Nòvabra, empresa de origem italiana, encontra-se em fase de instalação em Colatina, na região central do Estado, e já está incentivando o plantio de pinhão-manso, com o fornecimento de sementes e assistência técnica para uma ampla rede de produtores integrados. A estimativa é de que a área de produtores assistidos por essa empresa alcance cerca de 11.000 ha em 2014, o que viabilizará o funcionamento da usina de biodiesel.
Os eventos são promovidos pela Embrapa Algodão, Embrapa Agroenergia e Incaper com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Banco do Nordeste, Fundação de Apoio a Pesquisa do Espírito Santo, SENAR e Petrobrás Biocombustível. Mais informações sobre os eventos no site www.cbmamona.com.br.
Embrapa Agroenergia
Agroenergia: focando em soluções – da biomassa à energia
Internet: www.cnpae.embrapa