domingo, 15 de abril de 2012

Cultivo comercial do pinhão manso: mais um passo importante rumo à viabilidade da atividade



Passo importante para o cultivo comercial de pinhão manso acaba de ser dado na Unidade da Embrapa Semiárido pela equipe de pesquisa do Laboratório de Sementes (LASESA), coordenada pela pesquisadora Bárbara França Dantas. Foram desenvolvidos estudos que definiram o protocolo de análise de sementes do pinhão manso. É um estudo ainda inédito, mas que será de grande utilidade para o setor sementeiro (fornecedores de sementes) atestar a qualidade do material colocado à venda no mercado.
O protocolo estabelece um conjunto de práticas e informações que as empresas do ramo precisam seguir a fim de garantir que as sementes adquiridas pelos agricultores tenham determinada qualidade - a exemplo dos índices de germinação que variam entre 80% e 90%; percentuais considerados adequados para um material genético posto à venda, explica Bárbara. Nos testes conduzidos no LASESA, foram avaliados aspectos como temperatura, período de incubação e substrato.
A pesquisa ainda avalia a tolerância das sementes e mudas de pinhão manso a estresses ambientais, como salinidade e seca.
O pinhão manso é uma das culturas oleaginosas em estudo para integrar o programa brasileiro de biocombustível. Embora ainda seja uma espécie submetida a diversas pesquisas, algumas das suas características já definidas, como a de ser considerada uma planta perene e o óleo extraído do fruto ter boa qualidade, faz com que o cultivo de pinhão manso atraia o interesse de agricultores e empreendimentos privados nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste. A ausência no mercado de sementes com garantia tem limitado a expansão dos plantios, afirma a pesquisadora.
O próximo passo do trabalho realizado no LASESA é a publicação da metodologia utilizada para estabelecer o protocolo, em uma das séries editoriais da Embrapa Semiárido. Após isso, será encaminhado para registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.  O laboratório é registrado no MAPA e, de acordo com Bárbara, está em vias de ser também pelo RENASEM – Registro Nacional de Sementes.

sábado, 14 de abril de 2012

Viabilidade econômica do pinhão manso é acelerada por pesquisa de melhoramento genético



O melhoramento genético é a grande sacada da biotecnologia para maximizar os resultados; sem sobra de dúvidas.
Pesquisas desenvolvidas pela Universidade Nacional de Singapura, no departamento de Biotecnologia e Engenharia Genética Molecular, coordenado pelo professor Nam-Hai Chua,  isolaram e identificaram substâncias intracelulares chamadas miRNAs responsáveis pela determinação de expressões genéticas importantes no pinhão manso.
Esse estudo servirá de base para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de cultivares híbridas de elite com características agronômicas desejáveis visando potencializar o rendimento e melhorar a viabilidade econômica do cultivo, atender aos anseios dos produtores de pinhão manso e à demanda da indústria dos biocombustíveis sustentáveis (biodiesel e bioquerosene).
Segundo os pesquisadores, a aplicação da tecnologia de silenciamento genético, induzida por vírus, (VIGS) é uma atraente alternativa para determinação das funções dos genes em laboratório. Esta técnica, associada aos avanços da tecnologia da informação aplicada, acelera a obtenção de resultados e dispensa os demorados e trabalhosos procedimentos de transferência genética com subsequentes testes de campo, sobretudo, em se tratando de pinhão manso: uma planta de ciclo de vida longo.
Silenciamento genético no vegetal é um processo de interferência genética que leva a perda ou redução do nível de expressão gênica (capacidade da planta de expressar suas características naturais, tais como: absorção de nutrientes, engalhamento, quantidade e qualidade de frutos, peso das sementes, teor de óleo, entre outros); mas que não altera o código genético do organismo. O mecanismo pode atuar tanto na molécula de DNA quanto na de RNA. Nesse processo, o gene afetado, é impedido de produzir a proteína que seria sintetizada, modificando o comportamento da planta. É uma das tecnologias desenvolvidas pela ciência que permite ao homem conduzir uma planta na direção de metas desejadas.
Em síntese, as miRNAs ou microRNAs são substâncias que, no complexo mundo das reações bioquímicas celulares (animal ou vegetal) regulam  a síntese de proteína, além de outras funções, determinando o comportamento da planta.
Neste estudo, a abordagem experimental fornece evidências da existência de 52 miRNA em pinhão-manso responsáveis por diversos processos fisiológicos que acontecem no interior da planta. Esses processos fisiológicos refletem diretamente no desenvolvimento dos diferentes tecidos da planta (raiz, caule, folhas, frutos e sementes) estabelecendo, por exemplo, o rendimento em óleo e qualidade da semente – principal foco do melhoramento genético do pinhão manso para fins comerciais. Experimentos desse tipo já foram testados, com sucesso, na clonagem de arroz, trigo e mamona.
Essa abordagem de pesquisa identifica, em laboratório, as combinações genéticas que permitirão à planta apresentar o desempenho mais desejado, antes de testá-la e validá-la em campo. Nesse sentido, a tecnologia permite maior exatidão e confiabilidade nos resultados, reduzindo tempo de pesquisa e acelerando a transferência do conhecimento ao campo.
Queremos demonstrar neste artigo que, dia após dia, novos avanços em pesquisa agregam valor à cadeia produtiva do pinhão manso e indica que sua viabilidade econômica, para os cultivos em grande escala, está cada vez mais próximo da realidade; graças às ciências agrárias, tecnologias associadas e o incansável esforço dos pesquisadores.
O site biotecpragalera.org.com é uma referência para os que não detém conhecimento específico sobre  o tema e desejam entender o significado simples dos termos científicos citados neste artigo.
Abaixo listamos alguns links para os nossos leitores direcionar as pesquisas e aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto.
- http://www.ufv.br/dfp/virologia/FIP630_artig_files/19_Silenciamento.pdf
- http://www.proz.com/kudoz/english_to_portuguese/biology_tech_chemmicro_/3688033-gene_silencing.html
- http://www.biotecnologia.com.br/revista/bio31/silenc_genico.pdf



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Descoberto controle biológico para o Percevejo que ataca o pinhão manso



A Embrapa Agropecuária do Oeste (Dourados/MS) detectou parasitoide de ovo do percevejo que ataca o pinhão manso. Esta descoberta e seus avanços em pesquisa deverá ser uma revolução no controle dessa praga responsável por sérios prejuízos para o cultivo comercial do pinhão manso.
O controle biológico é uma prática agrícola alternativa para o manejo de pragas em sistemas sustentáveis, por se tratar de um processo natural de regulação do número de indivíduos da população da praga por ação dos seus inimigos naturais. O homem aprendeu a manipular ou manejar esses inimigos naturais para uso na agricultura, daí surgindo o Controle Biológico Aplicado como uma biotecnologia baseado na utilização recursos genéticos microbianos, insetos predadores e parasitóides para o controle de pragas, especialmente os insetos e ácaros fitófagos, nos sistemas de produção agrícola.
O resultado dessa prática para a cultura do pinhão manso é a redução nos custos com aplicação de defensivos agrícolas, preservação da qualidade do grão (produto) e, sobretudo, conservação da qualidade do meio ambiente.
Estamos reeditando este artigo que foi publicado em 2009 pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária por uma série de razões, dentre elas; demonstrar o empenho dos pesquisadores na busca por soluções para os principais problemas que impactam um cultivo comercial do pinhão manso e alertar nossos leitores sobre a importância do controle do percevejo na lavoura/pomar.
E segundo disse o pesquisador da Embrapa, Harley Nonato de Oliveira, responsável pela condução desta pesquisa: "Isto torna a descoberta ainda mais interessante, pois o levantamento de inimigos naturais é uma das etapas fundamentais para a elaboração de um programa de manejo integrado de pragas nessa cultura."
Segue abaixo informações preciosas do pesquisador, Harley, sobre o percevejo na cultura do pinhão manso.
O ataque do percevejo ocorre no fruto da oleaginosa. O inseto suga o conteúdo interno provocando o chochamento da semente e a redução no teor de óleo do pinhão-manso. O inseto tem aspecto parecido ao de um besouro e apresenta variações de cores.
Informações adicionais
Desde o ano passado, o pesquisador vem fazendo o levantamento na região de Dourados e Anastácio dos insetos e ácaros que são pragas do pinhão-manso. O estudo é realizado em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
Para aqueles que desejarem maiores informações sobre o assunto, segue abaixo o contato do pesquisador.
Harley Nonato de Oliveira
Embrapa Agropecuária Oeste
BR 163, km 253,6 - Caixa Postal 661
CEP 79804-970 - Dourados/MS
Telefone: (67) 3416-9700 
Fonte pesquisada: Embrapa Agropecuária Oeste

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Kia Motors anuncia subsídio para grande projeto de cultivo sustentável de pinhão manso na África



A Kia Motors, subsidiária europeia, anunciou que irá patrocinar um programa de plantio de pinhão manso de longo prazo no sul de Mali, África Ocidental.
O projeto chamado “Kia: Plantar para uma Vida Melhor”, anunciado pela empresa, garantirá o plantio de 06 milhões de árvores de pinhão manso (equivalente a 6 mil hectares) nos próximos 03 anos, ajudando a garantir um futuro melhor para as comunidades locais, contribuindo com o aumento da produção agrícola e a geração de renda para agricultores e suas famílias.
Apoiado por 14 de suas subsidiárias europeias, o projeto tem um formato inovador onde para cada veículo vendido nos países participantes a Kia doa o equivalente a 06 mudas de pinhão manso; até um valor máximo de 500.000 euros por ano.
O projeto é capitaneado pelo setor de Responsabilidade Social Corporativa da Kia Motors e será implementado pela Fundação Árvores para Todos, organização sediada nos países baixos. Esta fundação tem larga experiência em implantação de programas de cultivo de pinhão manso e vem trabalhando com a Kia Países Baixos e Kia Sueca, desde 2007, nos projetos em Mali. Iniciativas anteriores já foram responsáveis pelo cultivo de 2,3 milhões de árvores, criaram 51 Escolas Agrícolas focadas no em cultivo do pinhão manso consorciado com milho, sorgo e amendoim e capacitados mais de 5.000 agricultores locais habilitando-os no domínio sobre a cadeia produtiva do pinhão manso e boas práticas visando alcançar o melhor rendimento das culturas alimentares.
Paul Philpott, CEO da Kia Motors Europa comenta: “ Esse importante projeto vai proporcionar benefícios reais e de longa duração aos agricultores de Mali, suas famílias e suas comunidades, de várias formas e durante muitos anos”.
Segundo informações da empresa, o pinhão manso é um arbusto resistente a seca e a pragas, de ciclo perene e que apresenta inúmeras vantagens sobre outras oleaginosas. É tóxico para os animais selvagens; ideal para cobertura vegetal ou “cerca viva”; permite o consórcio com outras culturas; e ajuda a prevenir a erosão do solo. Após o 5º ano de cultivo a produtividade alcança média de 3,5 kg de grãos por hectare/ano com rendimento de 0,5 litros de biodiesel, contribuindo com o aumento da renda do agricultor.
Os projetos anteriores, apoiados por duas subsidiárias nacionais da Kia demonstraram ser extremamente benéfico para os agricultores e suas comunidades locais, provando o que poderia ser alcançado com apoio ainda maior. Agora, com o comprometimento das subsidiárias da Kia, em vários  importantes mercados  europeu, o novo programa de cultivo pode ser levado a um patamar mais alto, facultando prolongar o cronograma de implantação”, acrescentou Philpott.
Fonte: http://www.globalaginvesting.com/news_story.php?id=27152

Série: Como cultivar pinhão manso (Silvestre) – Colheita, Pós-colheita e Armazenamento

Recapitulando: O pinhão manso produz um fruto que, após atingir sua maturação, contém de 02 a 04 sementes no seu interior.
Sendo o óleo, seu principal produto, a colheita deve ser direcionada para alcançar o maior rendimento. Assim, a colheita deve ser executada no estágio de maturação do fruto em que o grão apresentará seu teor de óleo máximo.
A colheita é uma prática agrícola que significa coleta ou recolhimento dos produtos que já atingiram o seu grau máximo de desenvolvimento ou maturação, por intermédio de técnicas rudimentares ou avançadas. Ela pode ser manual, semi-mecanizada e mecanizada. A colheita mecanizada é a que apresenta os maiores rendimentos com menores custos: em cultivos comerciais de grande escala. A frutificação irregular é a principal limitação ao emprego da colheita mecanizada na cultura do pinhão manso silvestre – já dissemos em artigo anterior. Também falamos, em artigo anterior, que a poda de produção tem sido empregada para regularizar a frutificação e viabilizar a colheita mecanizada - colheitadeiras. Entretanto, essa prática está longe de apresentar os melhores resultados, pois, as colheitadeiras, além de colher os frutos maduros, acaba por colhe um número expressivo de frutos verdes.
A colheita semi-mecanizada surge como uma alternativa viável para a colheita do pinhão manso no seu estágio atual de desenvolvimento – exemplo: a derriçadeira.
Momento ideal para a colheita dos frutos
O momento ideal para realizar a colheita é quando os frutos estão com  a casca na coloração amarela ou marrom. São nesses dois estágios de maturação dos frutos em que os grãos alcançarão o máximo rendimento (teor) em óleo – segundo o pesquisador Nagashi Tominaga – BIOJAN/2008.
Deixar os frutos secarem na planta pode provocar a germinação das sementes; sobretudo no período chuvoso. Daí o prejuízo para o produtor é em peso e teor de óleo ou prejuízo total com o descarte do grão.
Economia de escala
Em agricultura de precisão, o foco principal é otimizar o processo para maximizar os resultados. Neste caso, a busca é por alternativas eficientes que concentrem e uniformizem o trabalho obtendo maior quantidade de frutos colhidos com menor custo operacional (consumo de energia) e em menor tempo.
Opção para colheita semi-mecanizada indicada ao Agricultor Familiar
Já está disponível no mercado uma pequena máquina, utilizada na colheita do café, a derriçadeira manual. Ela foi adaptada e vem sendo testada com sucesso na colheita do pinhão manso. É um equipamento compacto e que permite ao produtor ter maior controle sobre o processo de colheita, permitindo maior eficiência na colheita dos frutos maduros.

Na região de Londrina, Paraná, pequenos produtores rurais associados à Associação de Produtores Rurais de Pinhão Manso (APPM) experimentaram com sucesso esse equipamento. A derriçadeira manual permite colher até 50 sacos de frutos por dia. É de baixo custo. Aumenta o rendimento e diminui os custos da colheita para o pequeno produtor. 

Colheita mecanizada
O uso da colheitadeira (colheita mecanizada) no atual estágio de domesticação do pinhão manso é contraindicado em razão da frutificação irregular. A tendência é que nos próximos 10 anos já existam uma cultivar de pinhão manso com frutificação regular, graças ao rápido os avanços em pesquisa e melhoramento genético da cultura.
A empresa BIOJAN, Janaúba-MG,  já realizou testes com colheitadeira de café adaptada para o pinhão manso. O experimento foi satisfatório; no que se refere ao processo de colheita.
Pós-colheita
Após colhidos, os frutos devem ser espalhados e colocados ao sol para completar a secagem. Em regiões de muita chuva, a floração do pinhão manso acontece com as primeiras chuvas; assim a colheita coincidirá com o período de maior precipitação. Nestes casos, a solução para o pequeno produtor é o uso dos secadores solares (instalação de baixo custo).
O tempo de secagem dos frutos é de aproximadamente 03 dias.
Posterior à secagem dos frutos realiza-se a debulha; que pode ser manual (pequenos volumes – 5 a 120 hectares) ou mecânica (grandes volumes – grandes áreas). Existem no mercado eficientes máquinas debulhadoras de frutos de pinhão manso. Para a debulha manual é preciso fazer também a separação de casca e grão; processo que aumenta os custos de produção. No caso da máquina debulhadora, a separação é automática.

Outra opção de baixo custo é armazenar o fruto seco para posterior processamento.
Armazenamento do pinhão manso
A armazenagem dos grãos ou fruto pode ser a granel ou em sacos individuais. No caso da armazenagem em sacaria individual – os grãos ou frutos devem ser ensacados e colocados preferencialmente sobre estrados de madeira, em locais cobertos, arejados e livres de umidade.
No caso da armazenagem à granel – os grãos ou frutos
Deve-se ter o cuidado de não se armazenar as sementes com elevado teor de umidade.
A umidade ideal para o armazenamento do grão deve variar entre 9 a 13%.
Lembrando que a armazenagem dos frutos secos em sacarias individuais aumenta os custos com mão de obra e sacaria e ocupam mais espaço.
Armazenamento prolongado pode reduzir o teor de óleo no grão.
Fontes consultadas: Embrapa Amazônia Oriental, BIOJAN MG, http://www.incaper.es.gov.br/servicos/images/folder_polo_pinhao.pdf

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Série: Cultivo do pinhão manso (Silvestre) – Poda


Vamos recapitular algumas informações básicas sobre a cultura antes de tratarmos do assunto poda.
O pinhão manso inicia sua inflorescência a partir do 4º mês do plantio e acontece sempre na ponta dos ramos ou galhos (cachos). Como a planta não está com sua copa formada, a produção de frutos e grãos é pequena – 200 kg/hectare/ano; empresa que trabalha com melhoramento genético afirma ter conseguido 02 toneladas de grãos no primeiro ano/safra – nova linhagem de pinhão manso. A produção de cachos é na ponta dos galhos (ramos); entende-se que a produtividade é proporcional ao engalhamento. A planta estabiliza sua produção a partir do 3º a 4º ano. O amadurecimento dos frutos ocorre após 90 dias da inflorescência.
Manejo de Podas
No cultivo comercial, a poda, na cultura do pinhão manso, é focada no aumento da produtividade e facilitar a colheita dos frutos. A poda tem a função também de regular a frutificação dos frutos, segundo o pesquisador independente, Nagashi Tominaga – BIOJAN.
Os tipos de podas são: de formação; de produção ; e de reforma ou manutenção.
 Poda de formação
A poda de formação objetiva formar a base de sustentação da planta para suportar os ramos produtivos e facilitar a colheita.
A poda de formação é realizada aos 45 dias após o plantio. Corta-se a 50 cm de altura da planta e a cerca de 5 cm abaixo da ponta do ramo; eliminam os ramos os laterais para facilitar ao trabalhador ter melhor acesso aos frutos durante a colheita, ou para a mecanização.
Após a poda, a planta emite vários brotos; deixa-se crescer apenas 3 ramos, aqueles mais bem distribuídos – de forma a manter o equilíbrio da planta em relação aos ramos produtivos.
A partir da poda seguinte, seleciona-se 03 brotos crescidos (os mais vigorosos  e quaternários (deixando sempre 3 ramos em cada fase de poda), até a idade de 3 a 4 anos da planta; quando a planta atingiu, aproximadamente, 02 metros de altura.
Poda de produção
Os objetivos da poda de produção aumentar o engalhamento, a precocidade da produção, controlar o período da colheita e uniformizar a maturação dos frutos.
A poda de produção deve ser realizada cortando-se a ponta dos ramos que produziram, tanto os apicais como os laterais. O produtor deve ficar atento para realizar uma poda bem conduzida deixando as plantas numa disposição que permita o trânsito livre dos trabalhadores para o manejo geral da lavoura/pomar (aplicação de adubo, defensivos, poda e colheita).

O momento de realizar a poda de produção é no período que antecede o estio (período em que a planta entra no seu estado vegetativo). Essa técnica aumenta o também o arejamento da planta, auxiliando no controle de doenças. 
Estuda-se desenvolver a colheita mecanizada do pinhão manso empregando colhetadeiras com dispositivo de facas para realizar concomitantemente a poda; otimizando o processo.
Poda de reforma ou manutenção
A poda de reforma ou manutenção tem a função de eliminar ramos os secos, os ladrões (ou chupão), ramos doentes, com ataque de pragas ou ervas parasitas e os brotos de raiz.
Já dissemos em artigos anteriores que a poda é um manejo que onera os custos de operacionais da cultura, o desafio para os pesquisadores do setor é desenvolver plantas com características de forte engalhamento espontâneo e conformação adequada da copa.

Para o bom manejo da poda de reforma ou manutenção, o trabalhador deve ser capacitado para identificar as ocorrências com vistas ao objetivo dessa prática.

Tipo de corte mais adequado na poda
O tipo de corte é sempre em forma de bisel ou chanfrado; técnica agrícola que evita o acúmulo de água no local do corte prevenindo doenças.
Qual o melhor tipo de poda?
Pesquisas estão sendo desenvolvidas para entender melhor o comportamento da planta frente ao manejo da poda. O foco é aumentar a produtividade e otimizar a colheita. Alguns avanços já foram conseguidos mas, como temos dito, o domínio sobre a cultura do pinhão manso está em processo; ainda tem muito a avançar. 
Dissertação de mestrado indica melhor tipo de poda   
O efeito da poda no desenvolvimento do pinhão manso foi tema de uma dissertação de mestrado da Universidade Federal do Tocantins – veja na íntegra pelo link: www.site.uft.edu.br/producaovegetal/.../Julia%20Ferreira%20Brito.p...
Os melhores resultados, em relação ao aumento da produtividade, foram nos tratamentos “Topo 120 cm e Taça Simples”.
Observação: Essa pesquisa foi conduzida durante 2 anos de desenvolvimento da planta, portanto, carece divulgar as avaliações dos anos seguintes para consolidação do experimento e melhor orientar o produtor.

Embrapa consegue reduzir toxidez da torta de pinhão manso


Para agregar valor à cadeia produtiva do pinhão-manso, pesquisadores estão desenvolvendo tecnologias para destoxificar a torta. A torta é a biomassa resultante do esmagamento das sementes de pinhão-manso durante o processo de extração do óleo. Em culturas como a soja, ela é transformada em farelo e vendida para alimentação, constituindo o principal produto da cadeia produtiva da oleaginosa. No pinhão-manso, no entanto, ela contem substâncias tóxicas, como a curcina e ésteres de forbol, que impedem o emprego na fabricação de rações.
Outra frente de trabalho dos cientistas é a busca de usos alternativos para o material, tais como a produção de bioplásticos. Em julho/2012, em Brasília, acontecerá um Simpósio onde estarão reunidos especialistas que estão trabalhando com o tema para discutir o estágio da pesquisa e as formas de aproveitar essa biomassa.
 Desde 2008, a Embrapa Agroenergia vem estudando formas de destoxificar a torta de pinhão-manso, com o objetivo de usá-la como ração animal.  A pesquisadora Simone Mendonça explica que estão sendo testadas três metodologias de tratamento do material: com solventes, por extrusão e microbiológica. Até o momento, os melhores resultados foram obtidos com os solventes, que conseguiram eliminar 80% da toxidez. Contudo, testes realizados com ovinos mostraram que é preciso obter uma redução ainda maior para que o produto possa ser oferecido aos animais.
 A equipe está focada, agora, no desenvolvimento dos processos biológicos de destoxificação e no aprimoramento das técnicas que utilizam extrusão e solventes. A combinação dessas diferentes metodologias também tem sido objeto dos experimentos realizados pelos pesquisadores. Simone explica que o principal objetivo do grupo é reduzir o teor dos ésteres de forbol, substância presente na torta de pinhão-manso com toxidez comprovada.
Em escala laboratorial e combinando diferentes estratégias, a instituição de pesquisa já conseguiu aumentar o índice de redução do teor de ésteres de forbol para 90%. Os pesquisadores, agora, trabalham para conseguir obter os mesmos índices em escala piloto.
 Embora ainda não se tenha conseguido obter um índice de destoxificação suficiente, estudos com ovinos comprovaram que o produto é nutricionalmente adequado. As tortas de variedades não-tóxicas (isentas de ésteres de formol) foram adicionadas ao concentrado de farelo de soja nas proporções de 20%, 40% e 60%. Em nenhuma delas houve perda de produtividade. “Constatamos que a qualidade da carcaça dos animais era tão boa quanto a dos que foram alimentados apenas com farelo de soja”, conta Simone.
 A pesquisadora apresentará os resultados obtidos até o momento pela Embrapa Agroenergia, no evento de julho. A programação completa do Simpósio estará disponível no site da Embrapa Agroenergia (www.cnpae.embrapa.br). As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas pelo e-mail sdat.cnpae@embrapa.br, informando nome completo, profissão instituição a que está vinculado, cargo e telefone para contato.
 O Simpósio de Destoxificação e Aproveitamento de Tortas de Pinhão-manso e Mamona será realizado nos dias 3 e 4 de julho, e não mais em março. O local permanece o mesmo: Embrapa Estudos e Capacitação (Cecat), em Brasília/DF. Também continua confirmada a participação do diretor da área de produção animal da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Harinder Makkar. O Simpósio é promovido pela Embrapa Agroenergia, com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).